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Wednesday 30 September 2020
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Mundial: Brasil sofre, mas bate a França e está na grande final

Divulgação/FIVB

Brasil vai à final de um Campeonato Mundial pela quarta vez seguida

Foi difícil, mas o Brasil está na final. Diante da surpreendente França neste sábado (20), a seleção brasileira masculina de vôlei sofreu, mas conseguiu uma vitória por 3 sets a 2 e alcançou mais uma decisão de Mundial em sua história. As parciais foram de 25-18, 23-25, 25-23, 22-25 e 15-12.

O único momento do jogo em que os comandados de Bernardinho tiveram vida fácil foi no primeiro set, quando o bloqueio funcionou extremamente bem – só neste fundamento, foram oito pontos para o Brasil na primeira etapa.

O problema é que a França não se entregou fácil e, contando com o talentosíssimo Ngapeth, equilibrou as parciais seguintes até um dramático tie-break. Foi aí que entrou então em cena o poder de decisão dos brasileiros, que atingem a final de um Campeonato Mundial pela quarta edição seguida.

Para saber contra quem lutarão pelo tetra, o Brasil aguarda o vencedor do jogo entre Polônia e Alemanha, que será realizado a partir das 15h25 (horário de Brasília) deste sábado. Os poloneses, donos da casa, foram o único time a conseguir derrotar os brasileiros no torneio até agora.

Vale destacar que o maior pontuador do jogo foi Ricardo Lucarelli, com 22 acertos, um a mais que Ngapeth.

O jogo

A seleção brasileira começou o jogo a mil por hora, especialmente no bloqueio e na defesa. Desta forma, em poucos minutos a equipe já tinha o dobro de pontos dos franceses, sendo primeiro 8 a 4 e depois 12 a 6. Desesperados, os europeus então tentaram forçar o saque e Ngapeth fez estrago, com dois aces seguidos que levaram o placar para 22 a 17.

Foi então Lucarelli, o grande destaque da parcial, quem acabou com qualquer possibilidade de reação, virando uma bola que Murilo não havia conseguido passar direito. Bernardinho então promoveu a inversão 5-1, com Leandro Vissotto e Rapha entrando nos lugares de Bruno e Wallace, obtendo sucesso: com o oposto reserva no bloqueio, o placar da parcial encerrou-se em 25 a 18.

A sequência de saques de Ngapeth não foi suficiente para salvar a França na primeira parcial, mas ao menos serviu para dar uma nova estratégia de jogo ao técnico Laurent Tillie: pressionar a recepção brasileira. Deu certo: sem conseguir atacar, o Brasil só se manteve na parcial devido aos erros franceses, que ainda assim conseguiram abrir 15 a 9.

Bernardinho então resolveu antecipar a inversão 5-1 e o time reagiu: o 16 a 14, por exemplo, veio em uma bola matada por Vissotto depois de lindo levantamento de Murilo de costas. Só que a França tinha Ngapeth em grande dia e, apesar de Lipe ter feito estrago no saque, o ponteiro conduziu os europeus ao empate, sacramentado em uma bola fora de Wallace.

Dificuldades para rodar a bola. Este foi o resumo da primeira metade do terceiro set e vale para ambos os times. Não por acaso, ninguém conseguiu escapar no placar até pouco depois da segunda parada técnica, quando o Brasil passou a ter uma ligeira vantagem, que quase acabou por conta de Wallace, que tocou a rede duas vezes consecutivas. Pior: Ngapeth estava no saque. Murilo, porém, fez grande recepção antes de Lucarelli explorar o bloqueio e colocar o Brasil de novo à frente.

Contra a parede, a França decidiu apelar para os saques fortíssimos novamente. Isso, aliado aos erros dos atacantes brasileiros, acabaram levando o jogo para a quinta e decisiva parcial. Mais experiente, o Brasil abriu 11 a 8, mas engana-se quem acha que foi só administrar: de novo com pauladas nos saques, os franceses até fizeram os brasileiros temer pelo pior, mas essa possibilidade acabou com um ataque de Leandro Vissotto, classificando o time para mais uma final.




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