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Thursday 1 October 2020
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Mundial: Brasil toma susto, mas vence a Holanda e se aproxima de vaga

Divulgação/FIVB

Apesar do susto no começo do jogo, ataque brasileiro foi agressivo e eficiente contra a Holanda

Comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou mais uma vitória no Campeonato Mundial nesta quinta-feira (2). Encarando a Holanda em Verona, as bicampeãs olímpicas conseguiram o placar de 3 sets a 1, parciais de 23-25, 25-20, 25-16 e 25-16.

Não fosse pelo primeiro set, esta poderia ser considerada a melhor apresentação do time verde-amarelo na Itália. O problema é que a seleção tomou uma virada incrível nesta etapa mesmo depois de estar vencendo por seis pontos de diferença após o segundo tempo técnico, o que deve servir de alerta para as próximas fases da disputa.

Olhando a situação pelo lado positivo, cabe destacar o poder de reação das brasileiras, que não se abalaram com o resultado negativo da parcial e arrasaram a Holanda nos sets seguintes. Ao contrário dos jogos anteriores, o ataque de uma maneira geral também funcionou muito bem na primeira virada de bola, com destaque para Fernanda Garay, maior pontuadora com 20 acertos, um a mais que Thaisa, que deu show no bloqueio, fundamento no qual fez oito pontos.

O resultado deixa o Brasil bem próximo da classificação à terceira fase da competição. Integrante do grupo F, o time tem 14 pontos conquistados, um a menos que os Estados Unidos. No momento, a terceira e última vaga seria da Sérvia, que tem 11, restando ainda seis pontos a serem disputados por todas as seleções.

O próximo jogo da seleção brasileira no torneio será a reedição da final dos dois últimos Mundiais, contra a Rússia. O duelo, programado para Verona, acontece às 15 horas (horário de Brasília) do sábado (4).

O jogo

Os primeiros minutos de jogo foram um dos melhores do Brasil na competição: ao contrário das partidas anteriores, desta vez o ataque estava eficiente. Para ajudar, o saque concentrado em Celeste Plak causava dificuldades no lado laranja e não demorou para a vantagem chegar a 17 a 11.

Foi aí que aquilo que parecia impossível aconteceu: Plak se acertou no jogo, a Holanda passou a virar bola atrás de bola e encostou no placar. As brasileiras, por sua vez, sofreram um apagão em suas ações ofensivas e, em um ataque para fora de Garay, as europeias fecharam a etapa em 25 a 23.

Não é nem preciso dizer o quanto a virada irritou as jogadoras da seleção e o bom é que isso se traduziu em agressividade e acertos em quadra. Sendo assim, o Brasil foi para o primeiro tempo técnico com 8 a 2 no placar com Sheilla em um contra-ataque.

Foi aí que uma nova ameaça de apagão aconteceu e as holandesas chegaram ao empate em 10 a 10. Tudo, porém, não passou de um rápido susto e a seleção reagiu a tempo. Tandara e Fabíola foram chamadas para jogar na inversão 5-1, manobra que deu certo: a despeito de um cartão amarelo tomado por Zé Roberto no 20-17, o time não teve maiores problemas para empatar o duelo em uma linda cravada diagonal de Garay.

No terceiro set, finalmente um pouco de tranqüilidade para a torcida brasileira: jogando muito bem, o time dominou a parcial do início do fim, abrindo diferenças como 6 a 1, 11 a 4 e 17 a 9. No único momento em que as holandesas esboçaram uma reação, um block de Fernanda Garay colocou o placar em 19 a 12, jogando um balde de água fria nas rivais. O set foi encerrado através de Tandara em 25 a 16.

O ritmo intenso se seguiu no quarto set, marcado por um show de bloqueios. Com o passe ruim, a Holanda não se cansou de errar, chegando a estar perdendo por 10 a 2. Houve até tempo para Tandara e Adenízia ganharem ritmo de jogo antes de a central reserva dar fim ao jogo em um contra-ataque.

 




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