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Sunday 20 September 2020
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Mundial: EUA fazem 3 a 0 e adiam sonho de título do Brasil

Divulgação/FIVB

Estados Unidos jogaram muito e continuam na busca por seu primeiro Mundial

Tinha tudo para ser desta vez, mas não deu. Contando com uma das melhores gerações de sua história, o Brasil mais uma vez falhou na busca do inédito título mundial e perdeu na semifinal da edição 2014 da disputa neste sábado (11). Diante dos Estados Unidos, o placar foi de 3 sets a 0, com parciais de 25-18, 29-27 e 25-20.

A derrota é especialmente dolorosa porque as brasileiras estavam invictas na competição, tendo, inclusive, vencido as americanas no fim da segunda fase – na ocasião, os dois times jogaram com suas formações reservas, mas ainda assim o placar de 3 a 0 animou a torcida verde-amarela.

Agora, restará ao Brasil o consolo da medalha de bronze, que será disputada a partir das 12h30 (horário de Brasília) contra o perdedor da segunda semifinal, entre a dona da casa Itália e a China. Os Estados Unidos, por sua vez, podem fazer história, já que também jamais subiram ao ponto mais alto do pódio em um Mundial.

A derrota neste sábado em Milão pode ser explicada por uma série de fatores, a começar por Hill, que jogou muito e virou praticamente tudo o que recebeu. A levantadora Glass também esteve muito bem em quadra, ao passo que o passe do Brasil não funcionou bem, atrapalhando o trabalho da Dani Lins. As atacantes, por sua vez, foram muito instáveis.

Há de se comentar ainda as falhas da arbitragem, que cometeu erros toscos que prejudicaram bastante o Brasil, especialmente no segundo set. Isto, porém, não deve servir de desculpas, já que o time realmente não fez uma boa apresentação, apesar das tentativas desesperadas do técnico José Roberto Guimarães, que colocou Natália, Tandara e Fabíola em quadra no intuito de virar o jogo.

Infelizmente, porém, as americanas estavam mais equilibradas em quadra, ao passo que o nervosismo tomou conta das brasileiras, que erraram lances que não costumam errar. Sendo assim, é hora de reconhecer o mérito das adversárias e trabalhar para novas conquistas no futuro. 

Com 15 pontos, Larson foi a maior pontuadora do jogo, enquanto Murphy e Hill ficaram com 13. Pelo lado brasileiro, Fernanda Garay conseguiu 14 pontos, três a mais do que Sheilla

O jogo

Com Jaqueline sacando bem, a partida começou com o Brasil à frente: 2 a 0. Porém, este foi o único bom momento verde-amarelo na etapa, pois já na sequência a seleção começou a ficar desconcentrada por um suposto erro de posicionamento americano não marcado: Hill, dizia Zé Roberto, não poderia sacar, pois teria recepcionado no lance anterior.

O juiz, no entanto, não deu bola e foi aí que começou o show americano, comandado justamente por Hill e com a levantadora Glass de coadjuvante. O passe brasileiro, por sua vez, não funcionava, o que permitiu que os Estados Unidos fosse para o segundo tempo técnico com 16 a 10 no placar. O treinador brasileiro, então, apelou para a mesma tática que proporcionou a virada no quarto set contra a Rússia, colocando Gabi para sacar, mas as americanas estavam atentas e continuaram bem, fechando o set em um erro de combinação que fez Thaisa atacar para fora.

Depois do atropelo na primeira etapa, o Brasil começou a segunda parcial com tudo e, com suas centrais jogando muito, chegou a abrir 10 a 4. Acontece que os Estados Unidos não se entregaram e ainda contaram com uma bela mãozinha da arbitragem, que ignorou um claríssimo toque no bloqueio em ataque de Jaqueline. Nervosas com as falhas, que se aconteceram em outros lances, as brasileiras perderam o controle da parcial e o empate chegou no 19º pontos, em um rali finalizado por Hill.

A tensão tomou conta do jogo, mas ainda assim o Brasil chegou a ter set points. O problema é que eles não foram convertidos por nossas atacantes e os Estados Unidos concluíram a virada em 29 a 27, com um ataque de Larson.

Outro golpe deste foi demais para as brasileiras, que acabaram sendo completamente dominadas desde o início do terceiro set. Natália ainda chegou a substituir Fernanda Garay, assim como a inversão 5-1 foi antecipada, mas os Estados Unidos pareciam imparáveis e terminaram o jogo em um ataque de Larson, após desperdiçarem dois match points.




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