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Saturday 23 January 2021
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Mundial: Pela rivalidade e pela classificação, Seleção Brasileira duela com a Rússia

FIVB/divulgação

Fernanda Garay diz que rivalidade com as russas motiva nas horas difíceis do jogo

É possível que Brasil e Rússia perfaçam o maior clássico feminino do vôlei atual. Nos últimos dez anos, as duas seleções tiveram, considerando-se apenas Olimpíadas e Campeonatos Mundiais, quatro embates dramáticos, decididos em cinco sets, com vantagem russa por três vitórias a uma.

Levando-se em conta o voleibol dos anos 90 para cá, ou seja, da queda da União Soviética em diante, foram seis jogos em Mundiais entre as duas equipes e seis em Olimpíadas (considerando-se o primeiro em 1992, quando a Rússia competiu como parte da Comunidade dos Estados Independentes – CEI). O Brasil leva vantagem no confronto olímpico, com quatro vitórias (1996 – primeira fase e decisão do bronze –, primeira fase de 2008 e quartas de final de 2012) contra duas das rivais (semifinais de 1992 e de 2004), ao passo que, em mundiais, o placar é inverso, quatro a dois para as russas (venceram dois jogos em 1998 – primeira fase e decisão do bronze – e as finais de 2006 e 2010, ao que perderam nas semifinais de 1994 e na segunda fase de 2006).

“A gente procura deixar (a rivalidade) de fora, mas o algo a mais, naquele momento difícil, a gente acaba lembrando e faz com que a gente tenha ainda mais motivação. Não é um fator que atrapalhe. Se a gente conseguir focar e usar isso de uma forma positiva, tudo bem”, afirma Fernanda Garay, jogadora reserva na final do Campeonato Mundial de 2010 e titular nas quartas de final dos Jogos de 2012.

Dani Lins, que estava também nesses dois últimos confrontos, prefere pensar na disputa como parte de um todo. Ela não vê o jogo deste sábado como um campeonato à parte, mas como outra partida importante para a Seleção.

“Todo mundo sempre fala ‘Ah! É Brasil vs Rússia’, é aquela rivalidade. Mas a gente tem que pensar em chegar nos jogos e ganhar, independentemente de quem esteja do outro lado. A gente tem que pensar jogo a jogo, matando um leão por jogo”, ressalta a levantadora.

Destaque do Brasil nas três últimas partidas, a central Thaísa diz que “independentemente de com quem a gente estiver jogando ou a rivalidade existir, a gente está em busca de um objetivo muito maior. Do outro lado pode ser o time mais amigo, com quem a gente mais se dê bem, mas a gente vai querer ganhar da melhor forma possível. Porque é o sonho da gente que está em jogo e qualquer vitória vale muito.”

Para assegurar vaga na terceira fase do mundial, a Seleção Brasileira não precisa nem vencer o jogo: dois sets são suficientes. Existe, ainda, a possibilidade de o Brasil se classificar antes mesmo da partida. Basta os EUA vencerem a Sérvia por 3 a 0 ou 3 a 1 para que o time de Joé Roberto Guimarães avance de fase junto com as americanas e deixe sérvias e russas disputarem a vaga restante. Mas, mesmo nessa hipótese, o técnico não abre mão da vitória.

“É um jogo sempre com uma expectativa muito grande. Eu estou me preparando já para um jogo longo. Independentemente de qualquer coisa (jogar já classificado ou não), nós temos que cumprir nosso papel. Não importa se, antes do jogo, dependendo do resultado de Sérvia vs. EUA, nós já estejamos classificados. Não podemos não ligar para esse jogo, até porque tem a Sérvia, que ainda tem chances (de classificação), e é um jogo que todo mundo espera. Então, a nossa ideia é entrar com força máxima e tentar a vitória”, assegura o treinador da Seleção.

José Roberto lembra que a recepção é um ponto fraco das russas, mas alerta que se trata de um time que costuma compensar esse problema com um ataque eficiente.

“É um time que, mesmo quebrando o passe, está habituado a jogar com bolas altas, é o padrão russo de jogo, têm jogadoras para isso. Gamova é especialista nisso, Kosheleva está fazendo um campeonato brilhante como atacante, Goncharova está entrando e saindo, Malykh entrou no jogo contra a Turquia no lugar de Gamova. Elas estão habituadas a não jogar tanto com o passe na mão. São jogadoras que definem em bolas altas, um jogo em que o Brasil sempre teve dificuldade”, previne.

Para encarar as russas, Dani Lins lembra a necessidade de todas as jogadoras do elenco estarem “tinindo”.

“Amanhã, temos que ter todas as jogadoras 100%, tem de usar nossas centrais, nossa oposta, as ponteiras, todo mundo. Não pode ser um ou duas jogadoras, até as que estiverem no banco e forem entrar, têm que entrar bem.”

Brasil e Rússia entram em quadra, em Verona, às 15h, no horário de Brasília. Antes, às 12h, EUA e Sérvia começam um jogo que pode definir a classificação das norte-americanas e, talvez, das brasileiras.

 




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