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Saturday 24 October 2020
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Na “despedida” de Rubinho, Brasil muda o time e bate a Austrália novamente

Crédito: Divulgação/FIVB

Crédito: Divulgação/FIVB

 

Se os dois sets finais do jogo de sábado podiam levar a crer numa partida equilibrada, na madrugada deste domingo, o volume de jogo que o time apresentou, melhorando no bloqueio e na defesa em relação ao confronto da véspera, se encarregou de facilitar a vida da Seleção Brasileira em Sydney, pela Liga Mundial. Com parciais de 25-22, 25-20, 25-15, o Brasil bateu a Austrália por 3 a 0 e chegou a oito vitórias e 24 pontos na classificação.

 

Na última partida de suspensão do técnico Bernardinho – portanto, a última sob o comando de Rubinho – o Brasil foi à quadra com Raphael, Vissotto, Lucão, Éder, Lucarelli, Lucas Lóh e Felipe. Único dos titulares do sábado a começar a partida do domingo, o ponteiro Lucarelli foi o maior pontuador do Brasil, com 15 anotações – 12 no ataque, dois no saque, um no bloqueio. Pelo lado australiano, o oposto Thomas Edgar também marcou 15 pontos, mas todos no ataque.

 

O primeiro set foi equilibrado. O saque australiano variava entre tático sobre Lucas Lóh ou forçado, o que levou o time da casa a conceder quatro dos dez primeiros pontos anotados pelo Brasil na partida. Assim, o jogo chegou à igualdade em 22 pontos, quando uma marcação da arbitragem mudou o rumo do set.

 

O árbitro assinalou ponto para o Brasil durante o rally, alegando que um ataque australiano não tocado o bloqueio brasileiro, e sim, a fita, o que fez a recuperação de bola da defesa ser o quarto toque. O técnico italiano que comanda a Austrália, Roberto Santilli, como de hábito neste fim de semana, reclamou, pediu auxílio do vídeo e quase enfartou quando o árbitro, mesmo sendo nítido o toque da bola no bloqueio, disse que manteria a marcação, pois não fora o quarto toque sua sinalização. Lance muito estranho e que resultou em cartão amarelo para o treinador.

 

Depois disso, o Brasil fechou o set com um contra-ataque com Vissotto e um bloqueio de Lucão.

 

Na sequência, o equilíbrio no placar se manteve até o segundo tempo técnico do segundo set, quando, então, o vôlei australiano caiu de rendimento. O ataque do Brasil teve aproveitamento de 63,5%, a defesa, principalmente com Felipe e Lucas Lóh, conseguia manter a bola em jogo e o bloqueio verde-amarelo pontuava ou amortecia bolas importantes. Com efeito, Vissotto, com quatro pontos no bloqueio, foi o destaque da partida no fundamento.

 

As limitações do vôlei australiano apareceram rapidamente, como a lentidão no deslocamento do bloqueio e a dependência das cortadas de Thomas Edgar – único do time com mais de cinco pontos no ataque. Isso se deveu também porque Thomas D-P, que terminou bem a partida da véspera, não repetiu a boa atuação no domingo e foi substituído.

 

O Brasil venceu com tranquilidade as duas últimas parciais e já pensa nas partidas contra a Itália, na quinta e na sexta-feira desta semana, em Cuiabá. A Austrália terá dois compromissos em casa contra a Sérvia, mas joga, mesmo, é de olho nas partidas entre Irã e Rússia: duas derrotas russas salvarão os Volleyroos da queda para o grupo II.




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