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Friday 29 May 2020
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Na Itália, Samara vive a expectativa de retornar ao Brasil

Foto: Divulgação

As últimas semanas de Samara Rodrigues foram de apreensão e expectativa. Na Itália, um dos países mais afetados pelo avanço do Coronavírus (Covid-19), a ponteira do Zanetti Bergamo cumpriu protocolos de segurança e, agora, espera retornar ao Brasil o quanto antes. A liga está suspensa, mas a temporada deve ser encerrada de forma oficial na próxima semana. Nesta sexta-feira (27), o governo local anunciou a morte de 919 pessoas, totalizando 9,134 óbitos em quase 90 mil casos confirmados.

Em contato com o Melhor do Vôlei, a brasileira, que já foi campeã na Romênia e na França, relata as dificuldades para conseguir embarcar de volta ao Brasil, agora que não está mais de quarentena.

“Obrigada a todos pelo carinho e pelas mensagens recebidas. Estou bem e focada em retornar. O isolamento por aqui começou há mais tempo. Uma pessoa próxima da nossa equipe testou positivo para o vírus. Automaticamente, todas as atletas entraram em quarentena. Assim que ficamos sabendo, o clube nos deu um tempo para irmos ao mercado, além de documentos que assinamos para caso a polícia nos parasse, com a justificativa para estamos na rua, pois as autoridades estão aplicado multa”, disse.

Em quarentena, Samara ficou impedida de deixar o país. “Eu não podia voltar neste período, que acabou no domingo passado (22). Desde então, eu e meu empresário estamos em busca de uma melhor logística para viajar, mas não está fácil. Os voos para o Brasil diminuíram. Aqui de Milão, por exemplo, não tem mais voo direto para São Paulo, só com uma parada na Alemanha. Mas eu corria o risco de entrar em nova quarentena. Alguns brasileiros estão lá sem conseguir voltar e não é o que eu quero. Por isso, estamos tentando um voo para Roma e, de lá, seguir direto. Há dois voos por semana e a angústia é, se eu não conseguir desta vez, terei que esperar mais sete dias para tentar vaga”, acrescentou.

O clube

“Sobre o Bergamo, eu não precisei de suporte especial. Estou bem e em casa, mas algumas atletas tiveram sintomas leves e, como é o procedimento, não é aconselhável ir ao hospital. Já estávamos em quarentena e o clube ficou à nossa disposição pela internet durante o período de isolamento.”

A volta

“A expectativa é muito grande. Estou muito ansiosa e espero que dê tudo certo neste final de semana. Como vocês sabem, aqui não está fácil. Estamos esperando uma posição da liga, que até agora não tivemos uma definitiva. Não tem mais condição de ficar aqui. O único som que eu escuto aqui da minha casa é o de sirene de ambulância todo dia e toda noite, caminhões do exército passando pelas ruas, muita polícia… Não são todos os mercados e farmácias que estão abertos, mas são medidas necessárias para o momento.”

Recado aos brasileiros

“Espero que todos estejam conscientizados que realmente não é brincadeira. Se puderem, fiquem em casa, sigas as recomendações, lavem as mãos. Não existe outra maneira, não acreditem que é só uma gripe. Uma gripe não faz isso que está fazendo aqui e no mundo; não é somente uma doença de idosos. Tem muitos jovens nos hospitais entubados, respirando com ajudas de aparelhos, muitos idosos morrendo dentro de casa. Quem somos nós para decidir quem já viveu bastante, quem merece viver mais? É muito complicado. Novamente, fiquem em casa e acreditem no relato de alguém que está vendo tudo. Tenho a certeza de que vamos vencer a batalha, mas precisamos da ajuda de todos. Agradeço ao Melhor do Vôlei a oportunidade e tenho fé que logo estarei na minha casa.”




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