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Sunday 25 October 2020
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Nestlé quebra o jejum contra o Rexona e está a um jogo da final

Crédito: Wander Roberto/CBV

Crédito: Wander Roberto/CBV

 

O Clássico do Voleibol Brasileiro abriu as semifinais da Superliga feminina com um jogo emocionante, assinalado por uma atuação elevada de Carcaces, um erro marcante da arbitragem, cinco sets, 39 pontos de bloqueio e o fim de uma escrita: fazia dois anos que o Vôlei Nestlé não vencia o Rexona-AdeS.

 

Na noite desta segunda-feira, em Osasco, o Vôlei Nestlé venceu o Rexona-AdeS por 3 sets a 2, com parciais de 25-22, 14-25, 26-24, 19-25, 15-10, em 2h39min. Foi apenas a segunda derrota das cariocas em toda a competição, mas é um revés que obriga o Rexona a vencer a próxima partida, no Rio, para forçar um terceiro jogo.

 

A ponteira cubana Carcaces ganhou o VivaVôlei. Ela foi a maior pontuadora do jogo, com 25 acertos, sendo 22 no ataque (45% de aproveitamento), seguida de Thaisa, com 21. Natália e Gabi, ambas com 19 pontos, foram as pontuadoras principais do Rexona-AdeS.

 

No ataque, foram 57 pontos do Rexona contra 52 do Nestlé e, em aces, 5 a 2 para as cariocas, mas chamou a atenção o placar de pontos de bloqueio: 20 a 19 para o time de Osasco, com nove pontos de Thaisa contra sete de Carol nesse fundamento.

 

O Vôlei Nestlé começou melhor no primeiro set, com um bom saque e, quase em consequência, com um bloqueio agressivo. O Rexona-AdeS equilibrou a parcial e até virou o placar, com uma inversão que pôs Lorenne e Roberta em quadra, mas, na reta final, quando a bola de meio já estava bem marcada, Carcaces foi o desafogo do ataque osasquense e assim foi até o fim do jogo: sempre que o ataque pelo meio ficava marcado, Dani Lins chamava a cubana na entrada de rede – e ela resolvia.

 

O segundo set esteve equilibrado até Juciely chegar ao saque. Com uma passagem da central no serviço, o Rexona conseguiu sete pontos seguidos e abriu 13 a 6. A partir daí, a vantagem, que já parecia decisiva, só fez aumentar e nem a entrada de Lise Van Hecke mudou o rumo do set.

 

No terceiro set, o momento crucial da partida. O Rexona cometia alguns erros e tinha dificuldade nos ataques de meio. Com isso, o Nestlé chegou a uma vantagem de 16 a 12, mas duas alterações na equipe carioca mudaram o ritmo do jogo. Com cãibra, Natália deu lugar a Drussyla, enquanto Roberta substituiu Thompson. A reação do Rexona levou o time a liderar o marcador por 20 a 19 na reta final do set, que findou emocionante e polêmico.

 

O Rexona abriu 23-20, mas tomou o empate na sequência. Com o set point na mão, Roberta teve um dois toques apontado. Em seguida, num lance que lembra o emblemático ataque de Fernanda Garay contra a Rússia em Londres, Gabi (do Rexona) atacou uma bola assinalada, erradamente, como fora pela arbitragem. A vitória do Nestlé veio na bola seguinte.

 

No quarto set, o time de Osasco abriu 5 a 2, mas o Rexona virou para 11 a 7. Numa passagem de três pontos seguidos de bloqueio, o time de Osasco empatou a parcial em 16 a 16, mas, com o passe quebrado, não manteve o equilíbrio na fase final do set e o jogo foi para o tie break.

 

O bloqueio do Nestlé, que marcou cinco pontos na parcial decisiva, começou o set desempate pressionando o ataque carioca e o time abriu 6-1. A partir daí, a marcha dos pontos do tie break mostrava o Nestlé abrindo vantagem e o Rexona encostando no placar, mas pecando no ataque em lances decisivos. Natália, muito acionada, acabou bloqueada duas vezes consecutivas por Dani Lins na reta final.

 

Sexta-feira, às 18h45, Rexona-AdeS e Vôlei Nestlé voltam a se enfrentar pelas semifinais da Superliga. O jogo será no Rio de Janeiro.




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Frederico

Não vi o jogo todo, mas uma coisa ficou bem claro. O Osasco tem um plantel muito mais forte do que o RIO, só que é muito desorganizado. Se o Bernardinho fosse técnico do Osasco e o Ruimzomar do Rio, ia ser 3×0 fácil.
Ao contrário de outros comentários abaixo, achei que a Dani Lins fez uma péssima partida (não assisti o tie-break). Estava assistindo o jogo com minha namorada e ela ficou impressionada, antes do levantamento da Dani, eu já falava onde ia levantar. Tamanha previsibilidade. O Osasco ganhou por méritos individuais das jogadoras. Coletivamente, não considero bom time.

Will Lopes

Osasco ressurgiu na hora certa. Carcaces deu show no ataque, Thaisa voltou a ser decisica, Brait defendeu muito e Dani fez um belo jogo. Agora se Ade, Lise e Gabi resolverem jogar a Nestlé tem chances de ir para final. Do lado RJ Cout foi muito mal e Roberta entrou e deu uma arrumada no levantamento mais seus levantamentos são previsíveis. Gabi e Naty muito sobrecarregadas. Monique não é oposta de decisão. Jucy foi mal e Carol teve atuação média. Mas acho que Bernardo vai se superar, embora torço para Nestlé chegar a final.

Marco Freitas

O Osasco teve sorte hoje pq o Rio não foi bem. Monique, Courtney e Juciely não fizeram um bom jogo, motivo pelo qual a Natália foi sobrecarregada. Carol e Gabi jogaram bem. Do lado do Osasco os destaques foram Carcaces, Thaisa, Dani Lins e C. Brait. A Gabi do Osasco não jogou nada hoje, não virava bolas, só largava e levou uns 10 bloqueios. Ela foi a pior do lado de Osasco. Coitada da Suelle, saiu do Sesi pra ser banco pra razoável baixinha Gabi do Osasco. Vamos aguardar os próximos jogos.

anônimo

Ainda bem que Dani Lins e principalmente a Thaísa vem em crescente positiva. A Dani foi bem no levantamento, no saque e no bloqueio no tie breik . A Thaísa voltou a ser aquela ótima central no ataque e no bloqueio. E a Carcases hein. Até que enfim a Dani se adaptou ao estilo dela e percebeu que o estilo da cubana é bola alta na ponta e não bola baixa e rápida. A cubana fez toda a diferença e ela marcou 26 pontos. A Natália muito marcada tomou muito bloqueio. A Monique no tie breik só largava. A Thompson… Ler mais »

^_^

1. ARBITRAGEM PÉSSIMA. Quando o Sportv precisa reforçar que o juiz tá bem, é porque ele tá mal.
2. O que falta na Courtney Thompson como levantadora é cabeça, é no emocional e também na inteligência.
3. Monique é bem parecida com Adenízia: é decisiva. É bastante decisiva quando precisa chutar cachorro morto.

Adenízia falou que Rexona ganha nos erros do adversário, mas acho que hoje foi o contrário. Rexona perdeu nos próprios erros (e no do juiz). Ainda acho que o Rexona leva, se Bernardinho não fosse esperto e começasse em casa, acreditava que já era.

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