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Monday 30 November 2020
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No primeiro treino para a Copa dos Campeões, “novatas” viram o centro das atenções

Foto: Alexandre Arruda/CBV

Nesta quinta-feira (31/10), a seleção brasileira feminina realizou seu primeiro treino aberto a imprensa em Saquarema, no Rio de Janeiro. Durante a atividade, além do técnico José Roberto Guimarães, as centrais Carol Gattaz e Walewska foram as mais requisitadas pela imprensa para falarem de seus retornos à seleção.

Campeã olímpica em 2008, Walewska analisou como positiva sua volta ao selecionado após quase seis anos. Porém, ela não quis prever se essa é uma volta pontual ou se é um retorno visando quem sabe as Olimpíadas de 2016. 

“Esse retorno está sendo muito positivo. Ainda estou me readaptando a Saquarema. O ar de novidade é muito legal. Muitas coisas mudaram no Aryzão. Cinco anos se passaram desde meu último jogo pela seleção. Eu não pensava em voltar, mas com o pedido e a conversa do Zé, reconsiderei minha posição e decidi pensar por etapas. Primeiro vou disputar a Copa dos Campeões. O pensamento é um dia após o outro”, disse a jogadora.

Já Carol, que não estava no grupo desde 2010, quando disputou o Mundial, descreveu a volta como um sonho e em suas palavras deixa claro a vontade de seguir nos planos para o futuro. “É um sonho essa volta. Fiquei um tempo parada com problemas físicos e esse ano foquei muito no meu retorno. Acho que pela dedicação que tive acabou sendo um reconhecimento. Ainda tenho muita vontade de jogar pela seleção e de representar o meu país. Quero ajudar e prestar serviços ao grupo”.

Pela primeira vez, Zé Roberto comentou sobre as convocadas. Para ele, apesar da seleção ter passado por um processo de renovação nessa temporada, o campeonato da Copa dos Campeões, por ser curtíssimo, não dava a possibilidade de fazer testes e por isso, chamou as duas jogadoras.

“A Michelle fez parte de todo o contexto desse ano. Eu tentava a volta da Walewska à seleção há alguns anos. Então, não é novidade. É um campeonato curto e não podemos fazer testes. Quero revezar as jogadoras porque todas estão em um momento de disputar muitos campeonatos. As jogadoras estão sobrecarregadas. A ideia é revezar mais a equipe. A Walewska tem uma ligação forte com a seleção brasileira. Ela aceitou voltar por termos tido essas dispensas de jogadoras importantes e também por ser um campeonato curto que não demanda um tempo grande de preparação. É uma jogadora que sempre se cuidou. O mais importante é a experiência que ela vai trazer. Jogadoras como a Walewska e a Carol Gattaz são importantes para termos como parâmetro para as mais jovens. Vejo um brilho nos olhos delas e isso é muito interessante.”, disse o comandante

Por fim, Zé Roberto faz uma prévia do que espera pelo time no Japão e apesar de destacar a força de todos, apontou EUA e Rússia como os principais rivais pelo título.

“Todos os adversários vão dar trabalho. São os campeões continentais, exceto a República Dominicana, que foi convidada, mas também é um adversário difícil que tem um técnico brasileiro. O Japão sempre é um jogo complicado pela característica de volume, defesa e técnica. A Tailândia, que foi campeã asiática, sempre deu muito trabalho para todos os times. Os Estados Unidos e a Rússia são as equipes mais fortes da competição.”




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