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Sunday 31 May 2020
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Opinião: Pelo fortalecimento do vôlei, uma Superliga com 14 equipes

Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

Crise econômica, escassez de patrocínios e espaço na mídia aquém da importância que o voleibol merece. Depois de anos de crescimento, a Superliga passa por eminente risco de regredir se medidas eficazes não forem tomadas. Por isso, o Melhor do Vôlei defende que a principal competição do país volte a ser disputada com 14 equipes na temporada 2020/2021, sem rebaixar o Asa Vôlei/Valinhos e o São Cristóvão Saúde/São Caetano. A lista de participantes fica completa com o Brasília Vôlei e do Itajaí Vôlei, melhores equipes da fase classificatória da liga B, encerrada devido ao avanço do coronavírus (Covid-19). Acreditamos também que a iniciativa deve ser adotada na competição masculina.

Desta forma, o mercado de trabalho para atletas e demais profissionais envolvidos na rotina de um clube profissional teria um ampliação considerável. Além disso, cabe à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) fortalecer as garantias de adimplência para que todos tenham assegurados os direitos trabalhistas.

Sem o ranking e com três estrangeiras, as atletas menos badaladas podem perder espaço nos grandes clubes, além de se verem obrigadas a reduzir os valores de contrato para se adequarem à realidade dos times menores. Em um pior cenário, a única alternativa será deixar o país, mesmo com os riscos e as incertezas diante de uma já presente crise mundial.

Outro ponto fundamental que não vem recebendo a atenção devida é o fortalecimento das categorias de base. Já houve uma época que os times eram obrigados a ter pelo menos duas atletas juvenis no elenco. Ao final de mais um ciclo olímpico, o fato é que a seleção feminina não teve o mesmo nível de renovação que as demais potências.

Foi fortalecendo a base que a Itália descobriu Paola Egonu, ainda em 2013, no Club Italia, formado por jovens para disputar as divisões principais da liga. Após quatro anos, a oposto foi contratada pelo Igor Volley Novara e hoje, defendendo o Imoco Volley Conegliano, é considerada a melhor atacante da atualidade. Tudo isso aos 21 anos.

Em 2005, a ponteira Natália Zilio chegou à seleção principal, com apenas 16 anos, sendo uma das revelações da época defendendo o extinto Oi/Macaé. Antes, no histórico MRV/Minas, a central Fabiana Claudino, a oposto Sheilla Castro e a levantadora Fabíola tiveram oportunidades semelhantes. É totalmente possível a CBV firmar parceria com um clube tradicional para que atletas mais jovens tenham a experiência de disputar uma competição forte, sem o peso de estar entre os primeiros, mas com o olhar no futuro.

Quem não se lembra do Jogo das Estrelas? Das festas que a torcida fazia com partidas amistosas entre as estrangeiras e quem era destaque da Superliga? Há muitas alternativas e possibilidades de revertemos a situação. O atual momento exige união e esforços de todos os lados.

 

 




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Na minha opinião devemos permanecer com 12 equipes na Série A e realizar um grande investimento na Série B, já que o orçamento das cinco primeiras equipes são absurdamente maiores e que fazem a distância entre os clubes aumentar a cada ano. Equipe com um orçamento de R$ 900.000,00 jogando contra Equipe de R$ 12.000.000,00 é surreal.

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