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Wednesday 5 August 2020
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Opinião: Pelo fortalecimento do vôlei, uma Superliga com 14 equipes

Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV

Crise econômica, escassez de patrocínios e espaço na mídia aquém da importância que o voleibol merece. Depois de anos de crescimento, a Superliga passa por eminente risco de regredir se medidas eficazes não forem tomadas. Por isso, o Melhor do Vôlei defende que a principal competição do país volte a ser disputada com 14 equipes na temporada 2020/2021, sem rebaixar o Asa Vôlei/Valinhos e o São Cristóvão Saúde/São Caetano. A lista de participantes fica completa com o Brasília Vôlei e do Itajaí Vôlei, melhores equipes da fase classificatória da liga B, encerrada devido ao avanço do coronavírus (Covid-19). Acreditamos também que a iniciativa deve ser adotada na competição masculina.

Desta forma, o mercado de trabalho para atletas e demais profissionais envolvidos na rotina de um clube profissional teria um ampliação considerável. Além disso, cabe à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) fortalecer as garantias de adimplência para que todos tenham assegurados os direitos trabalhistas.

Sem o ranking e com três estrangeiras, as atletas menos badaladas podem perder espaço nos grandes clubes, além de se verem obrigadas a reduzir os valores de contrato para se adequarem à realidade dos times menores. Em um pior cenário, a única alternativa será deixar o país, mesmo com os riscos e as incertezas diante de uma já presente crise mundial.

Outro ponto fundamental que não vem recebendo a atenção devida é o fortalecimento das categorias de base. Já houve uma época que os times eram obrigados a ter pelo menos duas atletas juvenis no elenco. Ao final de mais um ciclo olímpico, o fato é que a seleção feminina não teve o mesmo nível de renovação que as demais potências.

Foi fortalecendo a base que a Itália descobriu Paola Egonu, ainda em 2013, no Club Italia, formado por jovens para disputar as divisões principais da liga. Após quatro anos, a oposto foi contratada pelo Igor Volley Novara e hoje, defendendo o Imoco Volley Conegliano, é considerada a melhor atacante da atualidade. Tudo isso aos 21 anos.

Em 2005, a ponteira Natália Zilio chegou à seleção principal, com apenas 16 anos, sendo uma das revelações da época defendendo o extinto Oi/Macaé. Antes, no histórico MRV/Minas, a central Fabiana Claudino, a oposto Sheilla Castro e a levantadora Fabíola tiveram oportunidades semelhantes. É totalmente possível a CBV firmar parceria com um clube tradicional para que atletas mais jovens tenham a experiência de disputar uma competição forte, sem o peso de estar entre os primeiros, mas com o olhar no futuro.

Quem não se lembra do Jogo das Estrelas? Das festas que a torcida fazia com partidas amistosas entre as estrangeiras e quem era destaque da Superliga? Há muitas alternativas e possibilidades de revertemos a situação. O atual momento exige união e esforços de todos os lados.

 

 




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Jessica
Jessica
09/07/2020 23:21

Eu vejo que esses clubes com maior orçamento ao preferirem uma estrangeira, com agora sendo 3, criam um abismo na competição. Eles não parecem interessados no futuro do esporte no nosso país. Deveriam pensar em uma alternativa diferente para se manterem competitivos, por exemplo, com atletas das categorias de base.

Miro
Miro
20/03/2020 12:08

Na minha opinião devemos permanecer com 12 equipes na Série A e realizar um grande investimento na Série B, já que o orçamento das cinco primeiras equipes são absurdamente maiores e que fazem a distância entre os clubes aumentar a cada ano. Equipe com um orçamento de R$ 900.000,00 jogando contra Equipe de R$ 12.000.000,00 é surreal.

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