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Thursday 3 December 2020
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Para relembrar: Os milionários times do Azerbaijão

Rabita Baku, um time de estrangeiras. (Foto: CEV)

Entre 2010 até meados de 2015, o Azerbaijão foi um grande mercado para o voleibol feminino. Com orçamentos milionários e outras ligas enfrentando problemas econômicos, o país europeu foi o destino de selecionáveis, além de ser a sede de grandes torneios. Nesta primeira reportagem da série, mostraremos como grandes recursos nem sempre garantem a longevidade de um projeto.

Em março de 2014, a capital Baku recebeu o Final Four da Champions League e o time local, o Rabita, disputou a competição somente com atletas estrangeiras. A polonesa Kasia Skowronska, que jogou dois anos no Hinode Barueri, era um dos principais nomes (a sérvia Sanja Starovic era a reserva), ao lado da levantadora Nootsara Tomkom. A tailandesa assumiu a titularidade quando a também polonesa Kasia Skorupa sofreu lesão.

O meio de rede do time era mesclado entre experiência e juventude. A sérvia Natasa Krsmanovic liderava e tinha a companhia das norte-americanas Foluke Akinradewo, Tetori Dixon, Britnee Cooper e Cursty Jackson. Nas pontas, as titulares eram a porto-riquenha Aurea Cruz e a australiana Rachael Rourke, com Gina Mancuso (EUA) e  Dora Horvath (Hungria).

Já a líbero Kayla Banwarth, dos Estados Unidos, não teve muito espaço porque a disputa era com a dominicana Brenda Castillo, que dominava a função e já era apontada como uma das melhores do mundo.

Com essa verdadeira seleção, o Rabita Baku bateu o Eczacibasi VitrA, que tinha a central brasileira Andressa Picussa,  e ficou com o terceiro lugar na competição mais importante da Europa. Na grande final, o Dinamo Kazan, embalado pela MVP Ekaterina Gamova, levou a melhor sobre o Vakifbank e ficou com o título.

Foto: CEV

Dream Team da Champions League 2014:

MVP: Ekaterina Gamova (Dinamo Kazan)
Maior pontuadora: Ekaterina Gamova (Dinamo Kazan)
Melhor atacante: Neslihan Demir (Eczacibasi VitrA)
Melhor saque: Antonella Del Core (Dinamo Kazan)
Melhor bloqueio: Jordan Larson (Dinamo Kazan)
Melhor recepção: Carolina Costagrande (Vakifbank Istanbul)
Melhor levantadora: Nootsara Tomkom (Rabita Baku)
Melhor líbero: Brenda Castillo (Rabita Baku)

 

 

Quase lá

Na edição anterior, em 2013, a equipe também não abriu espaço para as jogadoras azeris e esteve ainda mais perto do título. Jogando na Turquia, elas perderam a decisão para o Vakifbank em sets diretos, assim como também aconteceu em 2011.

Em 2012, Baku também sediou o Final Four, mas ficou de fora do pódio, formado pelo Fenerbahçe (campeão), RC Cannes (vice) e as russas do Dinamo Kazan completando o pódio.

A queda

O governo azeri chegou a investir na nacionalização de diversas atletas, especialmente as cubanas. No entanto, a velocidade do crescimento foi a mesma da queda e, hoje, pouco se sabe sobre os campeonatos e os grandes nomes deixaram o país. Outro agravante para a crise ficou por conta dos dirigentes, que deixaram de cumprir contratos e de oferecer condições adequadas para o trabalho das atletas e das comissões técnicas.




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