Search
Monday 30 November 2020
  • :
  • :

Perto de mais uma decisão, Bernardinho fala sobre a organização do vôlei brasileiro

Foto: Pedro de Souza/adorofoto

Às vésperas de mais uma final de Superliga, o técnico da Unilever, Bernardinho, deu uma entrevista com um tom mais critico ao canal Esporte Interativo nesta quarta-feira (2703). Entre os principais pontos, o técnico falou sobre o tempo de preparação para a final, o ranking de atletas e o fim da equipe do Medley Campinas.

Apesar de ter três semanas de preparação para a decisão do dia 07/04, no Ibirapuera contra o Sollys Nestlé, Bernardinho fez questão de dizer que o tempo é exagerado.  “Foi uma programação muito mal feita. Três semanas é um tempo absurdo. Nem com a seleção brasileira, se preparando para as duas últimas olimpíadas eu tive três semanas de preparação antes da competição. Então a gente tem mais preparação que a seleção brasileira teve em 2008 e 2012.”

Ícone do vôlei brasileiro no mundo, o treinador comentou sobre a saída de patrocinadores e o consequente fim de algumas equipes, afirmando que é necessário buscar alternativas para esse problema. “Para o voleibol é um golpe duro. Nós precisamos buscar soluções. O que me preocupa é a sustentação da história. O voleibol tem demonstrado uma inconstância muito grande no que diz respeito a permanência de grandes parceiros.”

Sem querer entrar em polêmica, Bernardinho também comentou sobre o Ranking de atletas, que todos têm criticado. Segundo ele, cada um tenta tirar proveito para si e que o ideal seria que pessoas neutras, que não fossem nem dos clubes e nem da CBV, elaborassem a pontuação do ranking. “É da nossa cultura, um quer levar vantagem e não entendem que tem que ser o melhor para todos. Então votação quando acontece é hipócrita e demonstra a pouca união com o verdadeiro motivo para qual existe o ranqueamento. Isso é péssimo.  Acho que isso deve ser feito por cabeças pensantes, que estão vendo o campeonato, como por exemplo comentaristas que tem a exata dimensão do valor técnico das jogadoras e sem nenhum tipo de interesse no que diz respeito a favorecer eles próprios”.

Bernardinho aproveitou e deu exemplos de como o ranking é injusto. “Ano passado, um episódio que demonstra isso foi a Hooker, que tinha menos pontos que a Regiane. A Mari também, valendo sete pontos, é injusto, primeiro porque ela não está jogando, segundo que ela está sendo operada de novo e o certo seria baixar a pontuação para que ela possa ser contratada por alguém e retomar sua carreira. Mas o pensamento é de querer não prejudicar esse, favorecer aquele e assim vamos continuar padecendo desses males e não transformando a Superliga naquilo que ela pode ser”, completou o treinador.

Unilever e Sollys Nestlé decidem a Superliga Feminina no dia 07/03, ás 10 horas da manhã, no Ibirapuera, em São Paulo.

 




Subscribe
Auto Notificar:
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Translate »
213
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x