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Tuesday 29 September 2020
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Polêmica, escolha dos melhores apenas seguiu ranking das estatisticas

Foto: FIVB

Thinkaow, da Tailândia: números a favor para receber prêmio

A surpresa na escolha da seleção ideal da Copa dos Campeões, sem jogadoras brasileiras e com várias atletas de times que não estiveram no pódio, chamaram a atenção na premiação do torneio, neste domingo (18/11). 

Para a FIVB, a escolha de todas elas tem uma justificativa simples: estatísticas. Para se definir a seleção ideal, a entidade levou em conta pura e simplesmente os números de cada atleta nos ranking de ataque, bloqueio, defesa ou levantamento, de acordo com a posição de cada uma.

No ataque por exemplo, apesar de Sheilla e Fernanda Garay terem, a olho nu, arrasado na maioria das partidas, as estatísticas não disseram o mesmo. Oitava e nona maior pontuadora apenas, elas perderam os prêmios individuais para Saori Sakoda e Onuma Sittirak na ponta, e Gina Mambru como oposto.

Garay quase beliscou um dos prêmios. Na briga com as asiáticas Garay ficou em terceiro, com aproveitamento de 41,12%, contra 41,47% da segunda colocada, a japonesa Sakoda, e 42,74% da tailandesa, a melhor.

Sheilla, no mesmo ranking ficou em 11º, com 35,37%, sendo apenas a quarta melhor oposta, atrás de Kelly Murphy (3º), Sokolova (2º, que apesar de não ser da posição, foi classificada nela pela FIVB)) e Mambru, a melhor com 39,45% e quinta no geral do ataque.

Na posição de central, foi igual a seleção. Levando em conta o ranking de bloqueio, a FIVB elegeu as duas melhores centrais no fundamento. Fabiana, foi a sexta apenas, com 0,65 de média. Mesmo sem grandes destaques em suas equipes, Morozova, da Rússia, e Thinkaow, da Tailândia, ficaram no topo, com 0,90 e 0,83, respectivamente.

Um pouco mais justa, a escolha de levantadora e líbero também levou em conta os rankings. No caso das líberos, o revezamento promovido por Zé Roberto prejudicou um pouco a disputa, tanto de Fabi (10º), quanto de Camila Brait (11º), pelo troféu, que ficou com a japonesa Sato (média de 3,92).

Entre as levantadoras, Nakamichi, do Japão, levou a melhor sobre Alisha Glass com média de 9,00 contra 8,43. Fabíola foi a quarta, com 6,18.

A única premiação que acabou não tendo uma explicação técnica sobre a escolha foi a de MVP. Fabiana, a escolhida, foi merecedora, seja por sua atuação em quadra, seja por sua posição de líder da equipe. Porém, teve torcedores e comentaristas que torceram o nariz para a escolha da FIVB, achando que Sheilla e Garay mereciam mais que Fabizona.




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