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Tuesday 27 October 2020
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Primeiro Grand Slam da temporada, Moscou abre corrida olímpica brasileira

Crédito: Divulgação/CBV

Crédito: Divulgação/CBV

 

O sonho de subir ao lugar mais alto do pódio em uma Olimpíada dentro de casa começou há muito tempo. Mas é a partir desta semana, de terça-feira (26/05) a domingo (31/05), que os times brasileiros efetivamente entrarão em quadra somando pontos para a corrida olímpica brasileira. Primeiro Grand Slam da temporada 2015 do Circuito Mundial, Moscou terá nove equipes do país em busca de medalhas e pontos importantes visando 2016.

 

A corrida olímpica brasileira será definida da seguinte forma: uma dupla masculina e uma dupla feminina conquistarão a classificação para a Olimpíada de 2016 pela pontuação obtida nos nove principais eventos do Circuito Mundial 2015, previamente definidos. Os times poderão descartar os dois piores resultados ao longo da temporada.

 

No torneio masculino, o Brasil será representado por quatro equipes. Alison/Bruno Schmidt (ES/DF), Evandro/Pedro Solberg (RJ) e Ricardo/Emanuel (BA/PR) entram direto na fase de grupos, a partir de quarta-feira. Já Álvaro Filho e Vitor Felipe (PB) partem do torneio qualificatório (qualifying), que começa nesta terça-feira.

 

Os paraibanos venceram Bruno e Hevaldo (AM) nesta segunda-feira, por 2 sets a 1 (21/16, 19/21, 15/13), em 56 minutos, pelo country quota, que define o último participante do país. Pelas regras da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) cada nação pode ter até quatro times na fase de grupos, com exceção dos convites (wild cards).

 

“A Olimpíada de 2016 começou quando o último ponto foi marcado em Londres, em 2012. É um processo longo de preparação, que agora, mais perto de 2016, atinge o ponto mais alto. O Brasil tem muitas duplas de alto nível, vai ser uma disputa bastante dura, mas isso é bom, pois vamos chegar preparados. Sabemos que o Circuito Mundial é muito competitivo, mas queremos muito representar da melhor forma nosso país”, disse Alison, que ao lado de Bruno Schmidt foi terceiro colocado no Circuito Mundial 2014.

 

Emanuel, que esteve em todas as edições do vôlei de praia em Olimpíadas, desde 1996, também analisou a corrida e a estreia no Circuito Mundial.

 

“Ao longo dos anos o número de profissionais envolvidos, o nível da preparação aos Jogos Olímpicos só aumentou no vôlei de praia. Cada time tem sua estratégia, sua programação, mas com certeza todos são capazes e a disputa será intensa. O Brasil será bem representado e espero que possa transformar esse objetivo em realidade ao lado do Ricardo”.

 

Já no torneio feminino serão cinco times em busca do título. Ágatha e Bárbara Seixas (PR/RJ), Juliana/Maria Elisa (CE/PE), Larissa/Talita (PA/AL) e Maria Clara/Carol (RJ) (convite da Federação Internacional de Voleibol) entram direto na fase de grupos, a partir de quarta-feira.

 

Lili e Carolina Horta (ES/CE) partem do torneio qualificatório (qualifying), que, assim como o masculino começa nesta terça-feira. Ainda nesta segunda-feira, Lili e Carolina Horta derrotaram Fernanda Berti e Taiana (RJ/CE) por 2 sets a 0 (21/14, 21/18), em 38 minutos, pelo country quota feminino.

 

“Acredito que é um dos anos mais importantes e especiais para os atletas brasileiros que jogam vôlei de praia. O Circuito Mundial fica mais competitivo a cada temporada, e perto dos Jogos Olímpicos, ainda mais. Temos que colocar nosso foco e dedicação todos aqui, primeiro buscarmos a vaga, e depois seguirmos com uma preparação forte aos Jogos. O equilíbrio é alto, mas estamos confiantes no trabalho, no caminho que trilhamos. Espero poder manter o bom retrospecto na Rússia e começar com o pé direito”, disse Juliana, quatro vezes campeã em etapas do Circuito na Rússia.

 

Em 2015, o calendário do Circuito Mundial prevê cinco Grand Slams, três Major Series, dez Opens, o Campeonato Mundial e o World Tour Finals, que reunirá apenas os oito melhores times da temporada de cada gênero. Cada torneio possui pontuação e premiação distintas, mas serão distribuídos ao todo mais de 9,6 milhões de dólares.

 

Moscou já foi sede de nove etapas do Circuito Mundial e, desde 2008, recebe um Grand Slam por temporada. O Brasil lidera o quadro de medalhas na Rússia, que também já contou ao longo dos anos com etapas em São Petersburgo e Anapa. São 15 medalhas entre os homens (seis de ouro, quatro de prata e cinco bronzes) e 14 entre as mulheres (cinco de ouro, cinco de prata e quatro de bronze).

 

Os times vencedores da etapa de Moscou nos dois gêneros somam 800 pontos no ranking do Circuito Mundial e garantem um prêmio de 57 mil dólares. Ao todo, 400 mil dólares são distribuídos aos atletas. Logo após Moscou, ocorre o Major Series de Porec, na Croácia, de 2 a 6 de junho.




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