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Wednesday 5 August 2020
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“Exclusividade” gera impasse quanto a renovação dos técnicos da Seleção

Fotos: FIVB

Apesar de eleito presidente da FIVB, Ary Graça ainda segue no comando da CBV até segunda ordem, já que não há nada no regulamento das duas entidades que impeça o acúmulo de cargos. Nesta sexta-feira, o presidente foi convidado para participar do programa Arena Sportv. Entre os assuntos discutidos, Ary falou da vontade de implementar o quanto antes a tecnologia no vôlei, uma de suas plataformas de campanha, e também do futuro da seleção Brasileira.

Sobre a tecnologia, Ary disse já manter contato com várias federações e citou como exemplo o recurso utilizado na Pôlonia, o mais bem sucedido de todos e que pode ser expandido para outros países.

 

Sobre a seleção, o destaque ficou por conta da renovação dos técnicos. Tanto Bernardinho quanto José Roberto Guimarães já citaram que ainda não tiveram conversas a respeito por causa da campanha de Ary para a FIVB. O dirigente já deixou claro várias vezes que não tem interesse em mudar a comissão técnica. No programa, Ary citou a sua posição sobre o assunto e ratificou o desejo de ter exclusividade nos técnicos para o próximo ciclo olímpico, o que, segundo ele, faz com que a renovação não seja 100% garantida. Ainda conforme Ary Graça, essa exclusividade passaria a valer em 2013, ou seja, após essa temporada. 
 

“Além de serem os técnicos (da equipe principal), eles precisam criar filosofias para baixo. Ser responsáveis pelas equipes de baixo, para tirar jogadores para em 2016 ele ter no mínimo, 25, 26 jogadores à disposição”, disse o dirigente.

 

Sobre Bernardinho, que já manifestou o interesse de ocupar apenas um dos cargos para ter mais tempo para família, Ary Graça se mostrou confiante no acordo. “No caso do Bernardinho, eu diria que sim. A coisa já está combinada desde antes das Olimpíadas”.
 

Já sobre Zé Roberto, o dirigente foi mais cauteloso. “O Zé tem que ter calma, está mantido no cargo. Está convidado e garantido no cargo, mas tenho que conversar com ele. Acabou de me ligar, mas não conversamos. Quero que eles (Zé e Bernardinho, treinador da seleção masculina) cuidem de toda a estrutura, da base. Está na temporada de clubes, mas quero que sejam exclusivos da seleção a partir de 2013.”
 

 

Apesar da reticência, Zé Roberto, que recentemente assumiu o projeto do Vôlei Amil, declarou em participação no mesmo programa que, dependendo da situação, poderia fazer um sacrifício. “Implica um sacrifício, muitas coisas. Estou em um projeto novo em Campinas. Depende se ele (Ary Graça) vai querer exclusividade ou não”, disse o treinador tricampeão olímpico.

 



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