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Saturday 28 November 2020
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Recuperada de contusão, Angélica quer fazer de 2014 o seu ano

Fotos: Felipe Christ/Vôlei Amil

“Hoje é meu dia de agradecer! Depois de 7 meses e 10 dias de lesão e 5 meses e duas semanas de pós-operatório, eu quero agradecer muito. Foram meses de muito aprendizado, dedicação e comprometimento. Hoje as minhas lágrimas são de alegria, as mesmas lágrimas que já foram de raiva, de medo e de dor! A sensação que eu tenho é a de dever cumprido, de vitória e de muita gratidão…”

Assim começou a emocionante mensagem da central Angélica no dia em realizou os últimos exames, que confirmaram a recuperação total do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e a consequente liberação para voltar a fazer o que mais gosta na vida, jogar vôlei. Essa postagem foi ao ar na página da atleta no Facebook dia 12 de dezembro. E apenas oito dias depois, ela fazia sua estreia no Vôlei Amil, entrando no final do terceiro set na vitória por 3 sets a 0 sobre o Uniara, em Araraquara.

Agora, Angélica quer começar 2014 com o pé esquerdo, firme, forte e sustentado por um joelho novo em folha. Confiante, a central garante que saberá ter paciência para seguir evoluindo, treino a treino, até voltar a “jogar melhor do que antes da lesão”, assegura ela. “Na verdade, sempre fui muito impaciente e ambiciosa, mas a lesão me tornou uma pessoa mais paciente e um pouco menos ansiosa. A volta vai ser gradativa. Eu me cobro muito, então tem a minha cobrança de rendimento, mas sei que isso não vai acontecer já. Acredito que com os treinos, jogos, tempo em quadra, tudo vai voltar naturalmente, acredito que não vai demorar tanto, pois estou bem fisicamente”, conta.

Angélica lesionou o joelho em maio, durante os treinamentos com a Seleção Brasileira, no Rio de Janeiro. Após a cirurgia, o trabalho de recuperação foi intenso, em período integral, com carga diária de oito horas diárias entre fisioterapia e trabalho de fortalecimento muscular na academia e pilates. “Foi um período muito difícil, mas que passou, foi superado. Espero entrar em 2014 em boas condições físicas e técnicas. Nossa meta era estar liberada no início de janeiro, mas como veio 20 dias antes, melhor ainda”, afirma.

Antes da liberação total para treinar com o grupo do Vôlei Amil, Angélica já fazia trabalho físico e técnico puxado. “Mas sabemos que ainda temos alguns trabalhos para fazer, como resistência de força, pois ainda existe um déficit entre a musculatura da perna esquerda em relação à direita e pretendemos igualar a fim de que uma não fique mais forte que a outra. Ou seja, continua o trabalho forte de musculação, mas agora junto com bola”, comemora.

Radiante com a recuperação, Angélica não cansa de agradecer a todos que colaboraram em sua trajetória. “Tive muito apoio dos meus pais, do meu noivo, de todo o time. A estrutura é fantástica. Cheguei aqui sem conhecer ninguém e fui recebida como se estivesse aqui há anos. Tem o pilates, uma academia à disposição o tempo inteiro, fisioterapeuta praticamente exclusivo, além de toda a orientação nutricional”, avalia, sem esquecer de citar nominalmente os fisioterapeutas Alexandre Ramos e Marcio Saraiva, e o preparador físico Lucas Tessutti, que foram praticamente sua sombra nesse período.

Agora que são passado, Angélica revela dos dois momentos mais difíceis de sua recuperação. “Por ter me lesionado na Seleção Brasileira, que era algo que eu queria muito, foi um baque. Pior é que eu não me machucava há 5 anos, nem chegava a ficar fora de treino. O Márcio até brinca que eu não me machuco em coisa pequena, só coisa feia. Então, eu não tinha a dimensão de como seria a recuperação de algo desse tamanho. E, apesar de todo o apoio, fica a frustração pessoal de não ter podido continuar na Seleção, apesar de acreditar que as oportunidades continuarão aparecendo.”

O segundo pior momento foi o início do pós-operatório. “As três primeiras semanas, em que você não tem força na perna são muito duras. Sempre fui muito forte fisicamente e eu não levantava a perna sozinha. Aí você percebe: nossa! É do zero mesmo que a gente recomeça. Aprende a andar, marchar e depois correr. É como se fosse criança”, conta.

Mas os dias foram passando e as pequenas conquistas se transformaram na grande vitória. “Acreditei no trabalho elaborado pela comissão técnica, departamento médico e nutricional do Vôlei Amil. Eles me deram todo o estímulo para que isso acontecesse, sem cobrança, com paciência. E deu tudo muito certo. Mais uma vez, só posso agradecer”, completa a central.




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