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Tuesday 29 September 2020
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Rexona-AdeS estreia nesta quarta no Sul-Americano de clubes

Crédito: Divulgação/Rexona-AdeS

Crédito: Divulgação/Rexona-AdeS

 

Um triunfo na casa do maior rival. Esse é o objetivo que o Rexona-AdeS tem traçado para esta semana, quando será disputado o Sul-Americano de Clubes. A estreia será já nesta quarta-feira (04/02), diante do Aragua Voleibol Club, da Venezuela, às 21h30, e, por mais que seja uma brasileira, a equipe de Bernardinho deverá ter pela frente também a torcida local, já que a competição será disputada em Osasco, maior rival das cariocas.

 

Grande conhecedor do mundo do vôlei, Bernardinho sabe que sua equipe e o time de Osasco, sediante da competição, são as grandes favoritas e, caso tudo corre dentro da normalidade, disputarão a final. No entanto, prega respeito aos adversários, principalmente da Argentina e do Peru, que possuem escolas tradicionais na modalidade.

 

“Temos que ter atenção com as equipes do Peru e da Argentina. São mais experientes, qualificadas e costumam contratar até jogadoras estrangeiras para disputar esse tipo de competição. Ainda não temos muitas informações, mas sabemos que precisamos estar atentos quando enfrentarmos esses times. Os demais times são mais jovens e participam para pegar experiência, para aprender mesmo. A atenção maior, obviamente, deve ser dada à Osasco, grande favorito ao título. Elas estarão jogando em casa, com o time completo, já que a Dani Lins já retornou, e terão o apoio da sua torcida”, disse Bernardinho.

 

A ponteira Natália, hoje uma das estrelas do Rexona-AdeS, defendeu por muitos anos o Osasco. Ela, talvez mais que qualquer outra jogadora, sabe da rivalidade e de quanto será difícil enfrentar as donas da casa numa possível final. “É o maior clássico do voleibol mundial, na minha opinião, e tem sempre o frio na barriga, aquele nervoso. O jogo que fizemos nesta temporada contra elas talvez não tenha mostrado a realidade, já que elas estavam sem a Dani e sem a Cubana. Agora podemos nos enfrentar e, caso isso aconteça, se der tudo certo, pegaremos um time completo. Temos uma trajetória longa pela frente, respeitamos os outros times, mas esperamos fazer nosso trabalho bem feito para conseguir chegar a mais essa disputa de título”, analisou Natália.

 

Experiente, Fabi já conquistou tudo com a camisa do Rexona-Ades, inclusive um título do Sul-Americano de clubes, em 2013. A única medalha que falta é a do Mundial de clubes e ela lembrou que a competição que começará nesta quarta é a porta de entrada para a realização deste sonho. “É uma competição que vale vaga para o Mundial. Todo mundo quer ganhar, não só pelo título Sul-Americano em si, mas para conseguir jogar essa outra competição. É um torneio internacional, que dá visibilidade ao time, aos patrocinadores e se torna mais importante a cada ano. Completei 10 anos aqui no Rexona-AdeS, ainda não conquistamos esse título e quero muito ter essa oportunidade novamente”, afirmou Fabi.

 

Nova regra não agrada

O Sul-Americano de clubes será a primeira competição onde os times brasileiros serão testados na nova regra definida pela Federação Internacional de Vôlei. Quando a bola entrar em jogo, nesta quarta-feira, não será mais permitido nenhum toque na rede e a medida preocupa tanto Bernardinho quanto as jogadoras.

 

“O objetivo do vôlei deveria ser manter a bola no ar. Quando se influencia demais no jogo, em um ano que antecede uma Olimpíada, com os atletas já acostumados com outra coisa, é ruim. Vai perder a beleza do jogo. As vezes uma mão na rede não interfere em nada e, agora, o árbitro vai ser obrigado a marcar. Respeito o que foi definido, mas não vejo nenhum motivo para a mudança. Realmente não me agrada”, analisou Bernardinho.

 

Um dos destaques do time na temporada, a ponteira Gabi lembrou ainda que a mudança de regra, adotada já no Sul-Americano, tem confundido muito as jogadoras, pois na Superliga, que começou ainda em 2014, o que vale é a regra antiga, que permite o toque na rede, desde que não seja na fita superior.

 

“Tem sido a coisa mais difícil para a gente nos treinamentos até agora. Já tínhamos acostumado a encostar na rede e dar prosseguimento ao jogo. O Bernardo tem cobrado muito de nós todos os dias, mas está difícil de acostumar. É claro que não gostamos muito, até por estarmos disputando a Superliga onde pode tocar na rede. Agora disputaremos essa onde não pode e, depois, voltaremos a jogar na Superliga. Vai ser complicado, devemos ter muitos pontos marcados desta maneira, mas vai ser assim para todo mundo. Difícil para todo mundo”, encerrou Gabi.

 

Após a estreia contra o time venezuelano, o Rexona-AdeS, que está no grupo B da competição, terá pela frente o San Francisco Xavier, da Bolívia, na quinta-feira, às 21h30, e o Atletico Villa Dora, da Argentina, na sexta, às 21h. A partir daí, os dois melhores colocados de cada grupo se classificam e fazem as semifinais no sábado. A decisão será disputada no domingo.




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