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Wednesday 14 April 2021
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Rosamaria: “uma felicidade difícil até de explicar”

Foto: Arquivo

Em março de 2020, Rosamaria Montibeller tinha acabado de voltar da Itália por conta da pandemia. Em quarentena, ela falou ao Melhor do Vôlei, com exclusividade, sobre o primeiro ano no exterior e o destaque com a camisa do Perugia. E ela tinha um foco: voltar à seleção. Para isso, retornou ao país europeu e, como reforço do Casalmaggiore, viu novamente a temporada ser encurtada por causa da Covid-19.

Um surto de casos fez a equipe da atacante deixar a disputa por uma vaga nas quartas de final da Série A1. Ao longo dos últimos meses, ela também viu a equipe sofrer com baixas e mudanças constantes. Mesmo assim, marcou expressivos 408 pontos, sendo a segunda maior pontuadora da fase regular, ultrapassando a marca dos 382 acertos pelo Perugia.

O lamento por se ver longe das quadras agora é página virada. Ontem (1), Rosamaria foi convocada pelo treinador José Roberto Guimarães e vai novamente vestir a camisa do Brasil, lutando por uma das 12 vagas para a olimpíada de Tóquio, em julho. O teste de fogo será a disputa da Liga das Nações, que começa em maio, na “bolha” que a FIVB planeja com sede única na Itália.

“Cheguei no Brasil ontem e terei três ou quatro dias com a minha família, mas não tem problema. Ter recebido essa notícia foi uma felicidade difícil até de explicar. Fiz muitos planos durante os últimos anos e muitas pessoas não entendiam, só quem estava por perto. A convocação me faz acreditar que eu estava no caminho certo, que segui o meu coração o no que eu acreditava. O resultado veio com mais essa oportunidade”, declarou.

Sem jogar há um período, Rosamaria sabe que terá que correr atrás do prejuízo. “Estou super feliz. Não vejo a hora de começar. Estou há quase um mês parada por causa dos casos de Covid-19 no Casalmaggiore e é algo que me preocupa um pouco. Sei que vou chegar em um ritmo diferente, talvez uns passos atrás das outras meninas, infelizmente. Ficamos de quarentena, sem poder malhar. Tenho a consciência de que precisarei lutar bastante para retomar à minha forma física. Sei que não estou 100% por ter perdido o ritmo de jogo. Talvez em uma ou duas semanas já esteja recuperada. É uma honra, um ano muito importante.”

Temporada no Casalmaggiore

“Aconteceram muitas coisas fora do previsto na nossa temporada e que dificultaram a alcançar os objetivos traçados lá no início da preparação. Mesmo assim, nosso grupo foi muito resiliente, estávamos todas sempre dispostas a fazer o que fosse preciso, jogar em outra posição, qualquer coisa. Tivemos nove sextetos iniciantes diferentes em 25 jogos. Isso é muita coisa. É difícil de um time ganhar ritmo de jogo assim. Era difícil treinar porque o grupo era bem reduzido. Mas fiquei feliz com a minha temporada individual, cresci em confiança em muitos fundamentos, joguei como oposta passadora na maior parte do tempo também, o que me deixou muito feliz porque nunca parei de treinar passe e isso também pode me ajudar bastante na seleção.”




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