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Sunday 1 November 2020
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Sangue no olho, orelha puxada e muito coração na vitória do Brasil

Crédito Divulgação/FIVB

Crédito Divulgação/FIVB

 

O fim do jogo entre Brasil e EUA, nesta quinta-feira, no Maracanãzinho, deixou os jogadores da Seleção entre extasiados pela vibração da torcida e aliviados pela sensação do dever cumprido, ainda que seja necessário esperar a rodada de amanhã para saber se a vaga às semifinais da Liga Mundial foi assegurada. A vitória teve parciais equilibradas, dois sets que transcenderam os 25 pontos para o vencedor e um drama típico de jogos decisivos.

 

Mais do que técnica, pois foi uma partida de 64 erros – 34 dos EUA, 30 do Brasil –, foi exaltada a força de vontade do elenco: o time vencia o quarto set por 15 a 8, permitiu a virada americana para 22 a 21, mas conseguiu fechar o set e a partida. O torcedor brasileiro, na visão de Evandro, teve papel ativo nos momentos decisivos do duelo.

 

“Coisa mais linda do mundo (a torcida) no final do primeiro set, no final do segundo, apesar de termos perdido, no terceiro foi impressionante, e, agora, no final do jogo. Temos que entrar sempre como entramos hoje, que assim conseguiremos ganhar”, resumiu o oposto da Seleção, responsável por 16 pontos da Seleção Brasileira, todos no ataque.

 

“Hoje, eu estava mais tranquilo do que no jogo de ontem, eu estava jogando mais feliz. A diferença foi a vontade. A gente entrou com sangue no olho, sabendo que não poderia perder”, resumiu Evandro.

 

Levantador e capitão da Seleção, Bruno também transpareceu que havia uma preocupação do time não só em manter um nível de concentração elevado, como também de buscar o apoio das arquibancadas do Maracanãzinho – o público para Brasil e EUA foi de 7 mil pessoas.

 

“Tomei uns puxões de orelha, porque dei uma esmorecida, baixei a guarda”, revelou. “Depois da partida de ontem, colocamos que íamos jogar com o coração. Nosso papel é mostrar determinação. Podem não esperar que o Brasil vá vencer sempre, mas a entrega do time vai ser grande”, completou Bruno.

 

EUA e França entram em quadra amanhã, às 14h05. Qualquer vitória da França classifica o Brasil, assim como uma vitória norte-americana por 3 a 0 ou 3 a 2. Se for 3 a 1 para os EUA, a decisão do empate triplo – vitórias, pontos e set average – vai para os pontos average.

 

Por: João Batista Jr. (do Rio de Janeiro)




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Nelson Junior

Assim como eu, quem gosta de vôlei deve estar muito chateado com o que vem ocorrendo com a seleção brasileira. E agora Bernardinho. Queriam tanto usar as finais da Liga como evento teste no Maracanazinho e o Brasil ficou fora, além disso, mandou o time F (F de fraquíssimo) para PAN. Em minha opinião o Bernardinho é o melhor técnico do esporte brasileiro em todos os tempos, mas ele precisa se conscientizar que a seleção não vai pra frente enquanto o Bruninho for o intocável levantador da seleção. Desde que o Bruninho assumiu a titularidade logo após os jogos olímpicos… Ler mais »

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