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Thursday 29 October 2020
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Seleção Brasileira aposta na velocidade para vencer bloqueio francês

Crédito: João Batista Jr./Melhor do Vôlei

Crédito: João Batista Jr./Melhor do Vôlei

 

A estreia do Brasil na fase final da Liga Mundial, na tarde desta quarta-feira, no Maranãzinho, promete ser das mais complicadas. A França, apesar de ter cumprido toda sua campanha na segunda divisão, é o único time invicto do campeonato e levantou um troféu há quatro dias, na Bulgária – o do Grupo II. Além disso, os franceses se destacaram nas estatísticas da FIVB.

 

Para vencer o bloqueio dos centrais Le Roux e Le Goff, o levantador Bruno disse que a tática é começar atacando pelo meio para, depois, liberar os ponteiros.

 

“A gente tem estudado bastante a equipe deles. É uma equipe que arrisca com os centrais, aposta muito na defesa e acaba deixando as pontas e o ataque fundo-meio um pouco mais livres. A gente pretende jogar em função disso, abrir o jogo, para eles continuarem saltando nos nossos centrais”, disse o capitão brasileiro.

 

Por outro lado, para segurar o ataque francês pelas pontas, que teve Rouzier e Ngapeth entre os melhores no fundamento nesta liga, o central Isac acredita na força do serviço brasileiro. Mas alerta que o time “não pode ir na loucura, mas também tem que mostrar agressividade no saque.”

 

“Sacar bem vai facilitar nossa tática de bloqueio, para a gente chegar inteiro, já que eles vão trabalhar com bolas altas. E fora o ataque, eles trabalham muito forte na defesa, no bloqueio, na largada. A gente tem que estar focado, um (ataque) ou outro vai passar, vai sair, mas, na outra, é estar ali direitinho que vai pegar.

 

Nas semifinais do mundial da Polônia, a França conseguiu levar o jogo ao tie break muito em função do saque flutuante. Nesta liga, até aqui, os franceses têm apostado mais na pancada e têm conseguido bons resultados: Ngapeth, Rouzier e Le Roux figuraram entre os dez sacadores mais eficientes da segunda divisão.

 

“Eles têm uma alternância de ritmo (de saque) entre o flutuante e o viagem que, sem dúvida, dificulta o sistema de passe da nossa equipe. Mas a gente está preparado para a maneira como a França saca forte e flutuado”, garantiu o levantador Bruno, que estava na partida do ano passado e sofreu um bocado com o passe quebrado do Brasil.

 

Quem não estava lá era Evandro. O oposto disputa a fase final da Liga Mundial pela primeira vez e garante que o nervosismo passa longe.

 

“Sou um jogador experiente, tenho 33 anos, bem rodado, então, não tem um peso maior. É como um jogo aqui da Superliga, vou entrar e dar meu melhor”, assegurou o oposto, que deve começar o jogo como titular. “(A França) É um time muito bom, completo, mas temos estudado bastante eles e os EUA, e acredito que se jogarmos nosso melhor, vamos ganhar”, disse o jogador, demonstrando muita segurança.

 

Brasil e França entram em quadra às 14h05. Em seguida, às 16h05, é a vez de Sérvia e Itália.

 

Por João Batista Jr. (do Rio de Janeiro)




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