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Sunday 27 September 2020
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Seleção Masculina é medalha de prata em Londres

O Brasil é vice-campeão dos Jogos Olímpico de Londres. Sem poder contar com o oposto Leandro Vissotto, lesionado durante a competição, e após enfrentar problemas também com o ponteiro Dante, que ficou de fora no quarto set, a seleção brasileira acabou superada, neste domingo (12.08), pela Rússia por 3 sets a 2, parciais de 25-19, 25-20, 27-29, 22-25 e 9-15.

A seleção comandada pelo técnico Bernardinho chegou para a final com a campanha de seis vitórias e apenas uma derrota. Na fase classificatória, os brasileiros derrotaram Tunísia, Rússia, Sérvia e Alemanha e perderam para os Estados Unidos. Nas quartas de final, o Brasil venceu a Argentina e, na semifinal, a Itália.

Essa foi a primeira vez na história do vôlei que uma equipe chega a terceira final consecutiva em Jogos Olímpicos. Em Atenas/2004, o Brasil ficou com a medalha de ouro e, em Pequim/2008, com a prata.

Leia mais: Veja a lista com os melhores das Olimpíadas. Murilo é o MVP

Em seu segundo jogo como titular em uma Olimpíada, e justamente em uma decisão, o oposto Wallace foi o destaque na pontuação da equipe com 27 pontos marcados. Foram 23 em ataques (com 50% de eficiência), três em bloqueios e um ace. O ponteiro Murilo, melhor jogador dos Jogos, veio na sequência com 18 – 16 em ataques (53%) e dois em bloqueios. Sidão contribuiu com 14 – sete em ataques (58%), três em bloqueios e quatro em saques.

Pela Rússia, os destaques do jogo foram o central Dmitriy Muserkiy, o técnico Vladimir Alekno e o ponteiro Sergey Tetyukhin. Percebendo que o oposto Maxim Mikhaylov estava muito marcado pelo bloqueio e pela defesa do Brasil, Alekno deslocou o gigante Muserkiy, de 2,18 metros de altura, para jogar como oposto. A mudança ocorreu a partir do terceiro set, quando o Brasil dominada a partida com 2 sets a 0 no marcador.

Muserkiy cresceu no jogo (só havia marcado quatro pontos em dois sets), passou a pontuar em ataques para o time russo e, consigo, levou seus demais companheiros, que estavam abatidos até então com a derrota parcial. Ele marcou 31 no total (26 nos últimos três sets como oposto): 28 em ataques (57%), dois em bloqueios e um ace. Mikhaylov veio na sequência com 17 – 16 em ataques (48%) e um de bloqueio. O experiente ponteiro Tetyukhin contribuiu com 12 pontos e teve fundamental importância para a Rússia no fundo de quadra nos momentos decisivos.


O jogo


O primeiro ponto do jogo foi de contra-ataque, com o ponteiro Murilo. O segundo ponto foi uma repetição, com contra-ataque brasileiro e bola de Murilo. No erro da Rússia, o Brasil ainda fez 3/0. O time verde e amarelo chegou a abrir 5/1. Novamente com Murilo, a seleção brasileira fez 8/5. No ace de Sidão, o Brasil abriu seis pontos de vantagem em 14/8. O levantador Bruno aproveitou a oportunidade e pontuou no ataque para levar a equipe brasileira a 16/11. Lucão também marcou direto de saque (18/12). No bloqueio de Murilo, o Brasil abriu sete pontos: 20/13. Com Wallace, a equipe verde e amarela fechou em 25/19.

Divulgação/FIVB

Divulgação/FIVB

A Rússia abriu 2/0, mas, no bloqueio de Sidão, o Brasil deixou o placar igual. E foi também com o meio de rede, desta vez no saque, que a equipe brasileira fez 5/3. Mais um ace, com Wallace, e o time verde e amarelo fez 8/4. A vantagem brasileira se manteve. Com Wallace, pela saída de rede, o placar foi para 15/11. Quando a Rússia diminuiu a diferença para dois pontos (16/14), Bernardinho pediu tempo. Na volta, os russos fizeram mais um ponto. Mas os brasileiros reagiram e, no bloqueio simples de Lucão, fizeram 19/15. O Brasil seguiu com muito volume de jogo e, com Dante, venceu por 25/20.

O terceiro set começou equilibrado. Com o central Muserskiy utilizado como oposto, a Rússia voltou melhor e, logo no início, as duas seleções empataram em 3/3. No bloqueio, Bruno levou o Brasil a 5/4. A partida seguiu disputada e a vantagem era russa no primeiro tempo técnico: 8/7. Na volta, Sidão marcou no ataque e no bloqueio, e a vantagem voltou a ser do Brasil (9/8). No bloqueio, os russos empataram em 15/15. No ace, Lucão colocou o Brasil com dois de vantagem: 17/15. O final do set ficou nervoso quando a Rússia empatou em 22/22. Wallace atacou e fez 23/22. Neste momento, Giba entrou em quadra no saque. O capitão do Brasil fez, nesta partida, a despedida da seleção brasileira. Mais um empate em 24 pontos. A Rússia virou o placar em 26/25. E, no bloqueio, os russos fecharam em 29/27.

O Brasil começou o quarto set com Giba no lugar de Dante. A parcial também começou equilibrada, com empate em três pontos. Sidão marcou dois pontos diretos de saque e a seleção brasileira assumiu o comando do placar: 6/4. Os russos retomaram o comando do marcador em 8/7. A Rússia abriu dois em 12/10. No ace, o adversário do Brasil colocou quatro pontos de vantagem: 16/12. Os russos ainda fizeram 18/13 e Thiago Alves entrou no lugar de Giba. Com grande passagem de Lucão no saque, o Brasil tentou encostar no placar (19/22). O marcador ficou ainda mais equilibrado (21/23), mas os russos fecharam em 25/22.

A Rússia abriu o placar do tie break e fez 3/1 no começo do set. A vantagem russa passou para três pontos em 6/3. Na virada de quadra, o adversário do Brasil vencia por 8/4. A seleção brasileira não conseguiu repetir a atuação dos dois primeiros sets e, com destaque absoluto para Muserskiy, responsável por 31 pontos, a Rússia fez 15/9 e venceu a final olímpica por 3 sets a 2.


Brasil: 
Bruno (3), Wallace (27), Sidão (14), Lucão (9), Murilo (18), Dante (5) e Serginho (Líbero). Depois: Rodrigão, Giba (1), Thiago Alves e Ricardinho.


Rússia: 
Grankin (4), Mikhaylov (17), Tetyukhin (12), Khtey (1), Muserskiy (31), Volkov (6) e Obmochaev (Líbero). Depois: Apalikov (6), Butko (2), Ilinykh (2), Sokolov e Berezhko.




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