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Tuesday 22 September 2020
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Sem assistência e sem receber últimos salários, Erika Coimbra retorna ao Brasil

 03/02/12 – Foram quatro meses e meio no Azerbaijão, sete jogos, cinco vitórias e duas derrotas, uma cirurgia feita às pressas para a retirada de um coágulo na perna direita no último dia 11 de janeiro, e um desfecho sem final feliz: a ponteira Érika Coimbra, maior pontuadora da história da Superliga Feminina de Vôlei, retorna ao Brasil nesta sexta-feira (3/2), dispensada pelo seu time, o Igtisadchi Baku. 


Magoada com a falta de assistência na operação e na sua recuperação, Érika volta também sem perspectiva de quando receberá o que o clube deve. Seu contrato terminaria em maio. 

“Em todos os países e trabalhos do mundo quando se sofre algum acidente durante o trabalho, o empregador assume todas as responsabilidades. No meu caso está sendo diferente. O presidente do clube (Seymur Orujov) me dispensou e não quer pagar o meu contrato. Apesar de ter passado por uma cirurgia séria, em um mês eu já posso voltar a jogar. Mas ele quis me punir pelo fato de a equipe ter sido eliminada da Copa Europeia para o Yamamay Busto Arsizio, da Itália, nas duas partidas que eu não pude jogar devido à cirurgia”, explica Érika. 

O pesadelo da brasileira começou quando sofreu uma forte pancada na tíbia da perna direita durante um treino. A contusão foi agravada porque Érika foi liberada pelos médicos do clube a embarcar com a delegação para a Itália, onde o time cumpriria o compromisso pelas oitavas de final da Copa Europeia. A viagem de seis horas entre Baku e a cidade de Milão aumentou ainda mais o inchaço em toda a perna, e culminou com a cirurgia. 

“Decidi voltar ao Brasil porque tenho confiança nos médicos e especialistas do nosso país. Vou ficar no Rio fazendo fisioterapia na clínica do Fiapo (Guilherme Tenius), que faz parte da comissão técnica da seleção brasileira masculina, e também da equipe da Unilever. Assim, em duas semanas, voltarei a treinar com bola”, prevê Érika, que já tem propostas para jogar os playoffs na Itália e em Porto Rico. 

Apesar do pouco tempo em Baku, capital do Azerbaijão, Érika guarda boas lembranças. “Apesar disso tudo que me aconteceu, conheci pessoas e fiz amigas para toda vida. Agora quero trabalhar e aguardar que tudo se resolva. Quero curtir um pouco a minha família, o Brasil, e o carinho dos amigos”, afirma a jogadora, que não foi a única vítima do presidente do Igtisadchi. No início do ano, antes das duas partidas pelas oitavas de final da Copa Europeia, foram demitidos o técnico italiano Emanuele Sbano e a levantadora japonesa Yokoyama.



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