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Wednesday 21 October 2020
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Semis e finais das Superligas contarão com uso da tecnologia para ajudar a arbitragem

Árbitro Paulo Turci aprova a tecnologia nos jogos decisivos da Superliga (Foto: Divulgação/CBV)

Árbitro Paulo Turci aprova a tecnologia nos jogos decisivos da Superliga (Foto: Divulgação/CBV)

O teste já foi feito na Copa Brasil, em janeiro deste ano e, após aprovação de jogadores e árbitros, o Sistema Penalty D-Tech será utilizado, também, na fase final da Superliga masculina e feminina de vôlei 2014/2015. Nesta quarta (4), a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) anunciou que as semifinais e os jogos que decidirão os próximos campeões da principal competição do calendário nacional contarão com o auxílio da tecnologia.

O sistema ajuda na definição de bola dentro ou fora, já que acusa a definição, em tempo real, através de cálculos matemáticos e da captura de imagens em frames de segundos através de câmeras instaladas em diferentes pontos da quadra.

O árbitro Paulo Turci elogiou a medida. “Nos lances mais polêmicos, a utilização do aparelho foi fundamental para minha tomada de decisão e não deu brecha para discussões”, comentou o profissional, que trabalhou na Copa Brasil.

Presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (Cobrav), Carlos Rios também ressaltou as vantagens do sistema desenvolvido pela Penalty. “Diferentemente de softwares da Polônia, Itália, Rússia e Japão, que são baseados apenas em imagens, o sistema que testamos funciona também com cálculos matemáticos, se mostrando mais eficiente e assertivo que os demais”, destacou.

Ou seja: não há interferência humana na decisão. Ao contrário dos demais onde o árbitro visualiza uma imagem e interpreta a informação visual, no Penalty D-Tech as imagens são processadas por computador e a decisão só é feita depois de vários cálculos matemáticos pré-programados. Além da informação de bola dentro e bola fora, a velocidade da bola no ataque e no momento em que toca o chão também são disponibilizadas.

“É o único sistema no mundo que isenta a decisão do ser humano, mantendo um padrão superior e único. Para chegarmos a essa conclusão, submetemos o sistema a um parecer técnico e que foi aprovado através de um órgão científico de renome internacional”, afirmou Emerson Shiromaru, gerente de inovação e tecnologia da Penalty.

O Sistema Penalty conta com seis câmeras nas laterais e nos fundos de quadra e um monitor, que fica preso ao poste da rede, onde o árbitro recebe a informação de bola dentro ou fora. O estudo foi desenvolvido ao longo de oito anos e teve um investimento de 5 milhões de dólares.

*Árbitro Paulo Turci aprova a tecnologia nos jogos decisivos da Superliga



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