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Tuesday 20 October 2020
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Sérvia toma sufoco, mas fica com a vaga

Crédito: Divulgação/FIVB

Crédito: Divulgação/FIVB

Se alguém pensou que ia ser fácil, que as sérvias iam atropelar e que o jogo ia ter ainda menos graça pela ausência da central Mimi Sosa, enganou-se. Faltou pouco para que as meninas dos Balcãs passassem um vexame histórico, no ginásio de Komaki, na madrugada deste domingo, e foi só no quinto set que a vitória e a classificação olímpica vieram. Foi o quarto tie break do time na Copa do Mundo. A vitória da Sérvia por 3 sets a 2 sobre a Argentina teve parciais de 25/16, 25/19, 20/25, 23/25, 15/4 e teve direito a um longo suspiro aliviado de Mihajlovic, quando um ace de Rasic determinou que o time tinha dez match points ao dispor.

 

“Não jogamos nosso melhor jogo hoje, sofremos um pouco de pressão, mas conseguimos terminar da melhor maneira possível. Em geral, na competição, jogamos muito bem e estou muito feliz e satisfeita por ir ao Rio no próximo ano”, resumiu a ex-ponteira do Rexona.

 

A vantagem de 15 aces a 8 para a Sérvia é enganosa: o saque argentino quebrava a recepção adversária com frequência e até forçou a saída de Jelena Nikolic no terceiro set, de tão caçada que era pelo serviço adversário. Sorte de Ognjenovic é que a saída de rede foi desafogo certo na partida. A oposta Tijana Boskovic assinalou 30 pontos – 24 de ataque, cinco no bloqueio e um ace. Ela foi a maior anotadora do encontro e a principal responsável pelo ataque de seu time ter obtido 55 pontos contra 43. Pelo lado argentino, Castiglione variava o levantamento para a saída de rede, com Lucia Fresco, ou para a entrada, com Tanya Acosta, e as duas fizeram 13 pontos no ataque – Fresco teve 18 anotações no total e Acosta, 15.

 

“Antes do jogo, eu não esperava que fosse difícil. Depois que chegamos ao 2 a 0, pensei que poderíamos jogar mais relaxados mas isso não aconteceu. Foi difícil para nós até o fim, mas finalmente vencemos. Agora, não estou pensando nisso, é um momento para estar feliz e comemorar”, sentenciou o técnico sérvio, Zoran Terzic.

 

O primeiro set começou com alguma tensão para as sérvias. Rapidamente, as europeias haviam cometido dois erros, perdiam por 3 a 1 e pediram tempo. Era o prenúncio do nervosismo que tomaria conta do time. O próprio técnico chegou a tomar cartão amarelo nos pontos finais do set, reclamando de uma marcação de dois toques.

 

No set seguinte, Boskovic começou a se destacar no ataque. O bloqueio sérvio conseguiu quatro pontos, o saque, mais quatro, e o jogo parecia encaminhado. Mas no terceiro set a Argentina acentuou um dos graves problemas da Seleção Sérvia, a recepção.

 

O passe sérvio não se encontrou no começo do terceiro set. Nikolic foi substituída por Malesevic, que também não resolveu o problema e voltou para o banco depois de sofrer um ace de Aispurua. A Argentina comandou o placar, mas três pontos seguidos da Sérvia empataram a parcial em 19 a 19. Foi quando uma sequência de saques de Castiglione devolveu a vantagem à argentina, que esticou o jogo em mais um set.

 

A toada do terceiro set permaneceu no começo do quarto. A recepção sérvia raramente passava a bola na mão da levantadora e a Argentina contra-atacava com eficiência. Numa bola de meio fundo de Acosta, a Argentina abriu 11 a 4. A reação sérvia veio com ajuste do saque e do bloqueio, e dois ataques seguidos de Mihajlovic empataram o set em 13 a 13. A partir daí, Ognjenovic voltou a acionar Boskovic e a Sérvia chegou a 22 a 18 no marcador. Entretanto, o ataque sérvio parou de funcionar subitamente, o time cometeu quatro erros no fundamento – dois com Mihajovic, dois com Boskovic – e um contra-ataque de Acosta empatou a partida.

 

Mas no quinto set, o jogo foi o que se esperava que fosse desde o princípio. O saque da Sérvia pressionou o passe adversário, as argentinas sofreram três aces de Milena Rasic e o duelo acabou com uma vantagem surpreendente no set desempate.

 

A Sérvia é a primeira seleção estrangeira classificada para o vôlei das Olimpíadas de 2016. Como os EUA venceram a Rep. Dominicana (3 a 0 – 25-10, 25-19, 25-17), a outra vaga e disputa na Copa do Mundo está entre o time de Karch Kiraly e o de Lang Ping. A China enfrenta o Japão às 7h20, pelo horário de Brasília, e só precisa da vitória para levantar o troféu e carimbar o passaporte. A Rússia, mesmo com a vitória por 3 a 0 sobre a Argélia (25-5, 25-6, 25-8) está eliminada de qualquer briga.




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Aline

As americanas sentiram na pele a ENORME DIFERENCA entre ganhar um GRAND PRIX e uma COPA DO MUNDO. Enquanto no GRAND PRIX a maioria das selecoes usam como laboratorio para fazer experiencias com novatas, na COPA DO MUNDO todo mundo vem com a FACA NOS DENTES e FORCA TOTAL! A COPA DO MUNDO eh um torneio DIFICILIMO no qual qualquer vacilo pode interferir no resultado final, tanto que a “FINAL” aconteceu na estreia do torneio. Voces perceberam que a partida CHINA 3×1 SERVIA logo no primeiro dia da COPA DO MUNDO acabou definindo o OURO para a China e a… Ler mais »

JOHN lima

NA MINHA OPINIÃO OS CLASSIFICADOS PARA AS OLIMPIADAS SÃO
Brasil,China,Sérvia,EUA,Russia,Japão,Quenia(ja ta na hora ninguem aguenta mais a argelia),Italia,Republica Dominicana,Coreia,Turquia e Argentina

manu

na boa, mas a republica dominicana não evolui nunca ! jogadoras altas, uma ótima libero e um jogo feio e previsível..onde foi pra a delacruz ?

Ronaldo

eh elas tem potencial cubano e atitude de peruano …..

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