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Tuesday 1 December 2020
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SESI-SP recebe RJ Vôlei para agarrar de vez a liderança da Superliga Masculina‏

Foto: Everton Amaro/Divulgação

Na temporada 2012/2013, SESI-SP e o então RJX fizeram duas partidas eletrizantes. Cada time ganhou uma fora de casa e ambos eram considerados favoritos ao título, com elencos de primeira linha na Superliga Masculina. No final, a equipe carioca acabou campeã nacional, com absolutos méritos.

Para a atual temporada, o cenário prometia se repetir, mas… O SESI-SP montou um supertime e agora disputa a liderança da fase de classificação. No outro lado, a sorte não foi tão benevolente com o Rio de Janeiro. Com a perda de seu patrocinador master, a EBX, do empresário Eike Batista, o time mudou de nome para RJ Vôlei e viu seus principais jogadores saírem em busca de estabilidade no exterior. No meio da competição, a equipe que prometia disputar o título desmoronou.

Neste sábado, às 21h30, Sesi-SP e RJ Vôlei se encontram na Vila Leopoldina em um clássico com clima bem diferente de 2013. O Sesi-SP busca a liderança, que virá com qualquer triunfo. O RJ quer a vitória que não vem há cinco rodadas, mas não visando classificação; apenas para tentar levantar o ânimo para os playoffs.

Campeões na temporada passada pela equipe carioca, Lucão e Manius agora defendem o Sesi-SP e irão reencontrar alguns amigos na partida de sábado. Lucão será poupado pelo técnico Marcos Pacheco. Manius está escalado entre os 12. Sidão e o líbero Serginho também voltam. Mesmo sem jogar a partida, Lucão sabe que é um jogo especial pela situação dos adversários e lamenta que o atual campeão brasileiro esteja passando por tal momento.

“Realmente fico muito triste. Quando eu saí de lá já era uma incógnita se teria ou não o time. Depois que conseguiram manter o patrocinador, eu fiquei bem feliz, mas durante o campeonato o investidor saiu e não teve como suprir a dificuldade financeira do time. Fico muito triste porque grandes amigos que compraram a briga pelo projeto saíram também e quem ficou luta sem receber. É um time importante, mas que vive uma situação muito ruim”, disse o central, que também falou da situação do vôlei nacional.  

“O nosso esporte, querendo ou não, não tem segurança nenhuma. Nesses dois anos que o projeto existiu com força, o Rio de Janeiro foi um dos maiores investidores, que cresceu o mercado e valorizou jogadores. Aí, do nada, o patrocindador saiu. É muito difícil para uma equipe de vôlei que depende de patrocínio e que não é como um clube de futebol. O jogador nunca tem a garantia de que no próximo ano o projeto vai continuar, fica sempre uma incógnita. Aí, muitas vezes o pessoal tem que sair para países como Irã, Uzbequistão, não por querer, mas porque é a única opção que sobra”.

Companheiro de Lucão no RJX e agora no Sesi-SP, o ponteiro Manius também lamentou a situação dos rivais e do esporte nacional como um todo.

“Quem perde é o voleibol brasileiro. Essa é uma situação na qual os profissionais não têm estrutura para trabalhar como deve ser feito. É lamentável e espero que não ocorra de novo numa próxima temporada. Fico triste, porque eu também poderia ter continuado lá e sabia, por vários motivos, que isso poderia ocorrer. Mas estou feliz no Sesi-SP e torço para que os jogadores consigam superar essa fase”.

Tal como Manius, Lucão também poderia estar na situação dos colegas, mas como sempre privilegiou a estabilidade, hoje está tranquilo no Sesi-SP.

“Sim, eu penso nisso (que poderia ser eu). Mas sempre optei muito pela segurança. Às vezes nem é um contrato alto, uma situação financeira melhor, mas que ofereça a estabilidade para suprir o que eu preciso. Talvez no meio da liga eu tivesse que ir para fora, como aconteceu com os jogadores, e não era o que eu queria”.

Manius, que está confirmado, disse que o Sesi-SP precisa vencer e garantir os três pontos, e que a equipe vai entrar na partida lidando com a pressão da vitória.

“É fato que temos que que ganhar de 3 a 0 ou 3 a 1 e vamos entrar para isso. Nosso time é experiente e sabe a responsabilidade que tem e da pressão pelo resultado. Temos o dever e a obrigação de entrar e jogar bem. O resultado será consequência das nossas atitudes dentro de quadra”, finalizou.

No primeiro turno, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, o Sesi-SP venceu os cariocas por 3 x 1, quando o time ainda contava com alguns de seus astros. Após o jogo de sábado, a equipe paulista enfrentará o Montes Claros na última partida antes dos playoffs da Superliga 2013/2014. 




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