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Tuesday 1 December 2020
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Superliga vira o ano tendo novatos como líderes de público na competição

Fotos: Divulgação

2014 está começando e com ele vem a reta final da Superliga. Tanto homens quanto mulheres já percorreram metade do caminho rumo aos playoffs. Nos próximos dias, a CBV de anunciar quais cidades irão receber as finais de 2014.

Além da estrutura, a entidade deve levar em consideração a aceitação da população local quanto ao vôlei. Maringá, no Paraná, foi escolhida para ser a sede das finais da Copa Brasil, e com certeza, a CBV deve ter levado em conta os públicos do time da casa, o ModaMaringá, antes de tomar tal decisão.

O Melhor do Vôlei esmiuçou as súmulas de todos os jogos e conferiu, um por um, todos os públicos da Superliga 2013-2014 até o dia 29/12, data da última partida antes do fim do ano. E agora, apresentamos para vocês algumas das curiosidades e fatos que verificamos nesta pesquisa.

Maiores públicos e médias são dos novatos

Após 161 jogos, podemos afirmar que os campeões de torcida são duas equipes estreantes: o ModaMaringá, no Masculino, e o Maranhão Vôlei, no Feminino.

No Paraná, a equipe que tem Ricardinho, Lorena e Quiroga já levou um total de 25.077 pessoas aos seus jogos no Chico Neto. Esse pode ter sido um dos motivos que levou a CBV a escolher a cidade para sediar a Copa Brasil 2014. A média de público também é excelente. Com 4.180 pessoas, é a maior somando as duas Superligas.

No feminino, a maior torcida é Nordestina. Com média de 2.602 pessoas, o Maranhão Vôlei, que também é estreante, só não tem o maior publico total da Superliga Feminina porque fez menos jogos em casa que o Molico Osasco. O time paulista chegou aos 13.113 pessoas graças ao clássico contra a Unilever, no último dia 23, quando 3.500 pessoas foram ao José Liberatti. Em cinco partidas em casa, o MV levou no total 13.010, ou seja, 103 pessoas a menos que o time base da seleção brasileira levou em sete jogos em seu ginásio.

Em compensação, é do Maranhão Vôlei o maior público absoluto desta Superliga. Com 5.000 pessoas, o time detém o recorde, registrado na partida contra o Brasília Vôlei, no dia 22/10.

O povo quer ver os campeões

Castelinho lotado para Maranhão Vôlei e Brasília: Maior público da SL 2013/2014


Invertendo a posição, os líderes de público quando jogam fora de casa são RJ Vôlei e a Unilever. Atuais campeões da Superliga e repleto de jogadores das seleções brasileiras, eles tem levado em média 2.117 e 1.678 pessoas nos jogos na casa dos rivais. Na teoria “times a serem batidos”, todos querem aproveitar e tirar uma casquinha deles.

No caso do RJ Vôlei, os números podem mostrar também que investir no projeto, em crise após a saída do patrocinador master OGX, pode ser uma boa.

Outro destaque é Paula Pequeno. Líder do time de Brasília, a jogadora tem com sua importância levado em média 1.477 pessoas aos ginásios rivais em partidas de seu time. A equipe era líder na estatística até o clássico entre Molico e Unilever no dia 23/12.  

Ginásios às moscas

São Bernardo: Ginásio grande, mas púbicos pequenos


Se em alguns ginásios, há mais pessoas do que lugares para quem quer assistir os jogos, em outros falta torcida. No feminino, o ABC, que já foi o grande centro da modalidade no país, hoje vê os dois times locais, o São Bernardo e o São Caetano, com médias pífias.

Utilizando um ginásio com capacidade para 5.730 pessoas, o maior da Superliga feminina, o São Bernardo preenche, na média, apenas 6,92% desses lugares, com um público de 397 por partida. Já São Caetano, com um ginásio de 4.000 lugares, tem uma ocupação de 10,74% e 430 de média.

No masculino, a situação de público pequeno não significa que o time não tenha prestigio, mas sim, porque seus ginásios são pequenos mesmo. Com 523, o Kappersberg/Canoas tem a pior média. Acima deles, aparece a UFJF, com 547, e o Sesi-SP, com 598. Porém, é bom lembrar que o ginásio dos três times tem capacidade para até 1.000 pessoas, o que faz com que a taxa de ocupação deles não seja ruim, ficando acima dos 50%.

Nesse quesito, no masculino, os times de Minas, outro grande centro tradicional do vôlei masculino decepciona. O Vivo Minas, com ginásio para 3.600 pessoas, tem ocupado apenas 18,96% desses lugares. Outro com ocupação baixa é o Montes Claros. Com uma torcida apaixonada, o ginásio Tancredo Neves, de capacidade para 12.000 pessoas, tem recebido na média 1.229 pessoas, ou 10,24% da capacidade.

Outro que decepciona em público no masculino é São Bernardo. Jogando no mesmo ginásio do Feminino, o Moisés Adib Dib, o time tem ocupado 12,71% dos lugares. Aliás, os piores públicos foram registrados no ABC: 100 pessoas para ver São Bernardo x Uniara e 200 para ver São Bernardo x Moda Maringá.

No feminino, a maior ocupação é do Banana Boat/Praia Clube, com 84,09% dos 2.200 lugares do G2. Na cola, com 72,50%, aparece o Sesi-SP para os 800 lugares da Vila Leopoldina. Porém, o rei absoluto de todos os times é o ModaMaringá, com 92,10% de ocupação do Chico Neto.

Veja abaixo o gráfico com as médias de todos os times




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