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Friday 4 December 2020
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Talita e Maria Elisa não veem a hora de pisar na areia

Maurício Kaye

Se atletas olímpicos passam por momentos de pânico de intensidade diretamente proporcional à proximidade da estreia, no caso de Talita e Maria Elisa, o sentimento é totalmente inverso: depois de uma procissão de treinos e torneios para conquistar uma das duas vagas olímpicas brasileiras em Londres 2012, a dupla está impaciente à espera do primeiro apito. E que só virá neste domingo, 29 de julho, às 16h (horário de Brasília), para a partida de abertura de seu grupo contra as holandesas Meppelink e Van Gestel – a outra dupla feminina verde-amarela, Larissa/Juliana, joga no sábado, às 13h30m contra Rigobert e Yuk Lo, das Ilhas Maurício.

 

“Queremos jogar logo. Agora que todo o ritmo de treinos e jogos visando a classificação para a Londres acabou, só falta mesmo entrar em quadra”, contou Talita, numa entrevista coletiva realizada no início da tarde desta quinta-feira, 26 de julho, nas quadras do Centro de Treinamento do Time Brasil, em Crystal Palace.

 

Depois de um quarto lugar nos Jogos de Pequim, quando competiu ao lado de Renata, Talita espera um avanço em sua posição final ao lado da parceira dos últimos três anos. Ela e Maria Elisa, que disputa seus primeiros Jogos, ocupam a terceira posição no ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). Porém, caíram na que está sendo considerada uma das mais difíceis das seis chaves da fase de grupos. “Realmente enfrentaremos alguns times que dão trabalho no Circuito Mundial, mas vejo isso como uma forma também de já começarmos a competição bem focadas na nossa missão”, disse Maria Elisa.

 

A dupla revelou seu desejo de fazer uma final brasileira contra Larissa/Juliana, o que Maria Elisa considera uma forma de recompensar o desenvolvimento do vôlei de praia brasileiro. “Além dos mais, seriam duas medalhas garantidas para o Brasil, o que é sempre importante para o país”. A parceira, Talita, deixa claro que o caminho não é simples. “Precisamos pensar no trabalho a ser feito para chegar a uma final antes de imaginar qualquer outra coisa”.

 

Envolvida com sua campanha de classificação olímpica, a dupla não participou do evento teste realizado em agosto do ano passado na Horse Guards Parade, a arena oficial de competições do vôlei de praia de Londres 2012. No entanto, a exemplo das outras parcerias brasileiras, a dupla treina em quadras exclusivas em Crystal Palace que, a pedido do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), utilizam a mesma areia da quadra olímpica. “Foi importante termos acesso a isso”, comemorou Maria Elisa, que ainda agradece por outra chance. “Ficamos bastante felizes em poder comida brasileira no restaurante, ainda mais depois de tantas viagens pelo Circuito Mundial”, admitiu.

 

Talita disse ter achado a areia de competições um pouco fofa, o que vai requerer um pouco mais de esforço na impulsão, mas não considera isso um grande problema para a disputa. “A adaptação é parte do esporte, a gente sempre precisa estar ajustando para as condições climáticas ou o vento”.

 

As duplas masculinas também já sabem seus compromissos de estreia. No sábado, às 16h (de Brasília), Ricardo e Pedro Cunha encaram os noruegueses Skarlund e Spinnangr. No domingo, às 7h, Alison e Emanuel enfrentam os austríacos Doppler e Horst. A dupla brasileira também concedeu entrevista hoje em Crystal Palace e falou da expectativa de eventualmente enfrentar seus grandes rivais no circuito mundial, os americanos Dalhausser e Rogers, atuais donos do título olímpico. “Há uma grande rivalidade entre Brasil e EUA no vôlei de praia, mas ela serviu para que as duplas dos dois países se desenvolvessem. Os americanos nos ajudaram a ficar uma dupla melhor”, afirmou Emanuel, que disputa sua quinta olimpíada, um recorde no vôlei de praia olímpico.




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