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Saturday 28 November 2020
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Talita e Taiana suportam pressão e levam título em Natal

Foto: Paulo Frank/CBV

Elas mostraram na manhã deste domingo (09/02) por que são as atuais campeãs do Circuito Mundial. Só mesmo com muita concentração e seriedade para desbancar adversárias de peso e uma torcida toda contra, que jogou ao lado da “local” Juliana e de sua parceira Maria Elisa. Mas Natal (RN), que recebeu a sétima etapa do Circuito Banco do Brasil Open 2013/2014, teve que se curvar ao talento de Talita e Taiana, que levaram o título e melhoraram consideravelmente a posição no ranking da temporada.

Mas, com o vice-campeonato, a santista Juliana, que morou dos 8 aos 18 anos na capital potiguar, e Maria Elisa assumiram a liderança da competição, novamente dividindo o topo com Ágatha e Bárbara Seixas (PR/RJ), agora com 2.400, a duas etapas do fim. A paranaense e a carioca garantiram o terceiro lugar ao derrotarem as irmãs cariocas Maria Clara e Carol por 2 a 0, com um duplo 21-15. Já Talita e Taiana (AL/CE) agora somam 2.280 e ainda mantêm o sonho do título da edição.

As próprias atletas, ao chegarem cedo na arena montada na Praia do Forte, num visual paradisíaco em frente à Fortaleza dos Reis Magos, impressionavam-se com o tamanho da fila de torcedores, que se perdia de vista. Centenas não tiveram a chance de entrar para ver o espetáculo que estava prestes a acontecer. Com Juliana regendo o público desde o momento em que pisou na areia para o aquecimento, o grande evento estava pronto. Mas, do outro lado da rede, uma indigesta dupla para buscar o que todos ali não gostariam que acontecesse. Elas e o técnico Pompilho pareciam ilhados na luta pelo título.

E quem deu as cartas no primeiro set foram mesmo Talita e Taiana. Muito focadas, elas sabiam que tinham que jogar o fino para transpôr aquele cenário desfavorável. E muito bem no bloqueio, no ataque e, principalmente, na defesa, elas largaram na frente com um 21-17. No segundo set, porém, a bola passou a responder aos comandos de Juliana e Maria Elisa, que abriram vantagem, conseguiram manter o controle das ações e empataram com um 21-18. E tudo convergia para um disputado e emocionante tie break. Porém…

Maria Elisa, muito bem marcada, e Juliana não conseguiram se impôr a Talita e Taiana, que logo abriram uma diferença impressionante de sete pontos (9-2). Um silêncio incomum, raro numa arena de vôlei de praia, se fez naquele momento. Já era difícil escutar aqueles gritos de “eu acredito!”, que empurraram as “donas da casa” na véspera, pelas semifinais. Talita e Taiana apenas administraram a vantagem para fechar o jogo com um 15-7 e garantir o título, que só haviam conquistado na etapa de abertura, em Recife (PE).

“A torcida contra nos dá até uma vontade maior de querer vencer. Mas com educação e respeito, como foi aqui em Natal. Os torcedores vieram para torcer por elas, mas também para ver um bom espetáculo. É muito bom chegar a um evento e ver uma fila gigantesca lá fora. Eleva o nível da competição. E a final acompanhou esse ritmo. Depois de dois sets equilibrados, conseguimos manter a virada de bola e marcamos muito bem o ataque delas”, declarou Talita.

“Perdemos para Juliana e Maria Elisa na etapa passada, em São Luís, mas conseguimos fazer aqui em Natal jogos muito bons, bastante determinadas a cada ponto. E concentradas. Encaixamos bem nossa relação bloqueio-defesa. A final foi equilibrada, mas nos sobressaímos no tie break. Um resultado que veio para premiar nossa dedicação diária e o trabalho da nossa comissão”, afirmou Taiana.

Juliana estava desolada ao final da partida. Queria, claro, ser campeã e dedicar o título a todos que a empurraram durante toda etapa. E a seus pais, José e Maria, que moram na capital capixaba e seguiram seus passos em todos os jogos.

“Não conseguimos vencer, mas queria agradecer toda torcida. Vivi aqui a melhor fase da minha vida. Natal é linda demais e está no meu coração. Queria muito ganhar esse título para a cidade e minha família. Mas acho que não acordamos para vir jogar hoje. Uma pena. Mas essas cenas, como todas da minha infância e adolescência, ficarão guardadas para sempre comigo”, desabafou a guerreira Juliana.




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