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Saturday 28 November 2020
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Técnico da seleção paralímpica de vôlei é eleito melhor técnico do ano pelo CPB

Foto: Gustavo Carvalho / Divulgação

Com a proximidade do final do ano, as entidades que concedem prêmios aos melhores da temporada vão divulgando seus vencedores e nessa semana, foi divulgado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro o nome do melhor técnico do ano. E o vencedor veio do vôlei. É Fernando Guimarães, treinador da seleção brasileira masculina de vôlei sentado.

O sobrenome de Fernando não esconde o DNA do esporte na família. Ele é irmão do técnico da seleção feminina José Roberto Guimarães, que também ganhou o prêmio de técnico do ano em 2013, do COB. E assim como o irmão, Fernando vai fazendo um grande trabalho na seleção paralímpica.

O Melhor do Vôlei falou com Fernando por email e reproduz a seguir a entrevista com o melhor técnico do ano nos esportes paralímpicos.

MDV: Qual a sua emoção ao saber que foi escolhido o técnico do ano nos esportes paralímpicos?

Fernando: Receber um prêmio como esse é ter certeza que o trabalho está sendo bem feito. Pessoalmente, é um sentimento muito bom,  que mistura orgulho e responsabilidade.

MDV: Como é o trabalho realizado por vocês na seleção de vôlei?

Fernando: Existem dois fatores: O primeiro é mostrar para o grupo o que significa ser um atleta de alto rendimento, já que a maioria deles se tornou atleta depois de adulto por uma fatalidade ocorrida. Eles não tiveram a base do esporte na infância, o que dificulta um pouco no entendimento das responsabilidades e deveres que um atleta de seleção deve ter. O segundo, diz respeito à parte técnica, tática e psicológica, que apenas adaptamos um modelo que deu certo do volei em pé para o volei sentado. Durante aproximadamente dez anos trabalhei com meu irmão nas  equipes e na sel. brasileira feminina, o que teve grande influencia na minha formação e aprimoramento  como técnico e consequente desenvolvimento e evolução da seleção de volei sentado.

MDV: Quais as dificuldades da modalidade, além do fato de ainda haver certa rejeição por conta de se tratar de esporte paralímpico?

Fernando: O vôlei sentado é um esporte relativamente novo no Brasil, com menos de dez anos e o começo nunca é muito fácil. O presidente da CBVD é o campeão olímpico em Barcelona, Amauri Ribeiro, que conhecendo o caminho das pedras, por ter participado da explosão do volei com a geração de prata na década de 80 e participar de todo o processo de massificação do esporte, tem dado todo o suporte para o desenvolvimento da modalidade. As dificuldades como adaptações, deslocamento e acessibilidade estão sendo minimizadas. O importante é que o trabalho está sendo feito.

MDV: Quais os objetivos e metas até as Olimpíadas de 2016?

Fernando: Nosso objetivo é muito claro: Disputar a final dos jogos paraolímpicos no Rio em 2016. O ano de 2013 foi muito proveitoso para nós. Foi o melhor em termos de resultados. Disputamos quatro competições, vencemos três e ficamos em terceiro em uma. Foram trinta e cinco jogos com trinta e três vitórias. Derrotamos quase todas as melhores equipes do mundo, o que nos motiva à estarmos entre os quatro melhores no mundial da Polônia, já no ano que vem.

MDV: Por fim, gostaria que você disse como que uma pessoa que tem deficiência e gostaria de praticar esse esporte pode fazer para entrar? O que é preciso? Qual tipo de deficiência que as regras do vôlei aceitam? Onde e quem ele deve procurar para fazer um teste ou começar a treinar?

Fernando: O Brasil conta hoje com vinte e cinco equipes masculinas e oito femininas. Existem equipes em São Paulo, Rio, Curitiba, Recife, Brasília, Goiânia entre outras cidades. As deficiências aceitas são varias. O atleta necessita fazer uma classificação para ver se ele se encaixa nas regras. O caminho mais fácil é entrar em contato com a confederação para que ela possa indicar os clubes e entidades que possuam o volei sentado. O email é abvp.br@ig.com.br. Bom, acho que é isso. Muito obrigado pela oportunidade de falar um pouco sobre o assunto. 




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