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Wednesday 2 December 2020
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Tempo real: Final do Top Volley 2013 – Banana Boat/Praia Clube x Dinamo Krasnodar

Em 2008, o Praia Clube de Uberlândia deu início ao projeto de Vôlei profissional do time, ao se integrar a Superliga 2008/2009. Passados cinco ano do início deste projeto, o Banana Boat/Praia Clube começa a colher fora do Brasil seus primeiros frutos, ao se classificar para a disputa da final em seu primeiro torneio internacional, o Top Volley 2013.

Na grande final, a equipe encara o Dinamo Krasnodar da Rússia, das experientes jogadoras Sokolova e Rosir Calderón. Para superar o alto time russo, o Praia de Spencer Lee contará com a experiência de Mari, que voltou muito bem após mais de seis meses se recuperando de lesão e com as estrangeiras Herrera e Kim Glass.

Se para as duas equipes, o título é inédito, para o países não. O Brasil buscava seu quarto título (dois com a Unilever, em 2006 e 2009, e um com Osasco, em 2004) e a Rússia o seu terceiro (CSKA Moscou em 1998 e Uralochka em 2003).

Como nas outras partidas, o time de Uberlândia iniciou o jogo com a tradicional formação com Ju Carrijo, Monique, Michelle, Kim Glass, Natália e Mayhara, além da líbero Tássia.

A partida começou com o saque inicial do Praia Clube e logo fez o primeiro ponto. Com um bom serviço, o ime brasileiro começou melhor e após um bloqueio de Natália em Sokolova fez 4 a 1.

Após chegar a abrir 7 a 3, o Praia Clube sofreu com uma sequencia boa no saque do Dínamo Krasnodar e foi com apenas dois pontos de vantagem para o primeiro tempo, vencendo por 8 a 6.

Foi a partir daí que a partida passou a ter grande equilibrio. O alto bloqueio russo começou a chegar nas bolas do time brasileiro, que começou a ter dificuldades em manter seu volume. A virada no placar das russas aconteceu: 10 a 9.

Com a virada no placar, a cubana Calderón começou a aparecer com mais frequencia no jogo e, colocando sua habilidade em quadra, dificultava o bloqueio e a defesa do Praia Clube. O segundo tempo tecnico teve o placar de 16-12 para o Krasnodar.

Durante o tempo técnico, ficou evidente nas instruções de Spencer Lee que toda a atenção deveria ser com a cubana. O treinador solicitou que a estratégia de cobertura e marcação fosse alterada para que a equipe pudesse começar a parar Calderón.

A dica não deu muito certo. Experiente, o time de Avital Selinger apenas administrou a vantagem de quatro pontos que tinha e, com tranquilidade, ampliou mais a vantagem e fechou o primeiro set em 25 a 19, após a bola de segunda da levantadora Uraleva.

Nos números do primeiro set, o domínio foi total do Krasnodar. 16 pontos de ataque contra 14. Dois erros cometidos contra seis do Praia, além de dois bloqueios contra um. Perdeu só em aces (2-1). Com sete pontos, Calderón foi a maior pontuadora e Kim Glass veio logo em seguida com 5.

Sem mexer na escalação, o Praia Clube voltou para o segundo set e começou bem, como havia sido no primeiro. Apesar da disputa ponto a ponto, o time conseguia rodar suas bolas e chegou ao placar de 5 a 3 com um toco em Calderón e uma pisada na linha dos três metros de Sokolova.

Se de um lado tava duro parar Calderón, para o outro começava a ficar difícil também parar Kim Glass. A americana passou a ser a principal referência do ataque praiano e a travar uma disputa com Calderón pela artilharia da partida. Apesar do crescimento da camisa 10, o Praia levou a virada e foi para o tempo técnico perdendo de 8 a 7.

Na volta do tempo, um grande rally, com mais de quatro contra ataques para cada time, terminou com ponto de Sokolova. Com mais um ponto para o Dinamo e o placar de 10 a 7, Spencer pediu tempo.

Apesar de Spencer dizer no tempo que o time estava indo bem, via-se grande dificuldade de superar o bloqueio e a defesa russa, que tinha na líbero Kryuchkova e na central Maryukhnich as suas peças chaves.

No lado brasileiro, a bola não rodava nem na ponta e nem no meio, com as centrais. A solução, com 15-9, foi colocar em quadra Herrera.

Com a cubana em lugar de Michelle, o Praia foi para o tempo perdendo por 16-9. Na pausa, Spencer disse que o time iria ganhar agora um pouco mais no passe e no ataque, mas o que se viu foi Calderón voltando à cena e colocando mais vantagem no placar. Com 18-11, entraram Mari e Camila.

Com dois pontos seguidos, sendo um de bloqueio feito por Mari, Selinger pediu pediu tempo com 18-13. A pausa funcionou e o Krasnodar no retorno devolveu s dois pontos. Quem parou agora foi Spencere Lee, que entre suas instruções, disse que “o paredão tá grande e a bola está voltando”.

Com uma vantagem confortáel no placar, Selinger deu oportunidade a algumas jogadoras, enquanto Spencer com Letícia Hage jogou sua última cartada para reagir no set. Não funcionou e no fim, o Dínamo Krasnodar venceu o segundo set por 25 a 17, após um ataque de fundo de Herrera ficar na rede.

Nos números do set, novamente o Dínamo melhor. 13-9 no ataque, 6-3 no bloqueio, 2-0 em saques e cinco erros ganhos contra quatro. Calderón somou mais seis pontos e chegou a 13. Mayhara era a melhor do Praia com oito pontos.

Pra o terceiro set, Spencer Lee mudou. Mari e Letícia viraram titulares para fazer crescer o bloqueio do Praia Clube. Para aumentar a potência no ataque, Herrera também seguiu no time.

Com o Dínamo começando na frente desta vez, o Praia começou a correr atrás no placar levantando bolas para Mari e Herrera atacarem.Porém, com dificuldade no passe, o time de Uberlândia não conseguia chegar no marcador e foi para o primeiro tempo perdendo de 8-5.

No tempo técnico, Spencer deu força para as meninas dizendo que o time estava conseguindo tocar nas bolas e que era para manter assim. Mas o que se viu no retorno foi a vantagem subindo para 10-5 e tempo pedido pelo técnico do Praia.

Após pedir para o time errar um pouco menos,  Spencere viu sua equipe marcar três pontos seguidos no reinício e diminuir a diferença para 10-8.

Com menos erros, o time brasileiro reagiu e empatou em 11 a 11 após o time russo começar a errar. Um ace de Juliana Carrijo colocou o Praia em vantagem e fez Selinger pedir tempo.

Desconcentrado, os erros do Dinamo contaminaram inclusive Sokolova e Calderón, o que ajudou o Praia a abrir três pontos fazendo 15-12. Com ataque de Letícia Hage, o Praia fez 16-14 antes do segundo tempo técnico.

Sentindo a pressão, Selinger colocou em quadra a levantadora reserva Matienko. No lado brasileiro, o paredão chamado Mayhara começava a se impor em cima das gidanes russas. Comtrês bloqueios, o Praia abriu 19-15, e Herrera fez em seguida 20-15.

E foi de Mayhara a parte final do terceiro set. Com ela no comando, o Praia Clube seguiu bloqueando o ataque do Dínamo e com tranquilidade fechou em 25 a 17 em ataque de fundo de Herrera.

Diferente dos outros sets, desta vez o Praia foi melhor nos números. 11-7 no ataque, 1-0 no saque, 4-2 no bloqueio e 8 erros contra 9 do Krasnodar. Com a mesma formação que venceu o terceioro set, o time de Spencer Lee voltou para o quarto.

O quarto set começou equilibrado. Com mais dificuldade no passe, o time russo já não mostrava o mesmo aproveitamento do começo do jogo. Já o Praia, com a esperança renovada, ia para cima. A primeira parcial foi de 4 a 4.

Uma sequencia de três pontos colocou o Dínamo Krasnodar em vantagem logo em seguida. Spencer parou o jogo para reorganizar o sistema e a estratégia do time. Em erro de ataque de Kim Glass, o Dínamo fez 8-5.

Os pontos seguintes mostraram penas uma troca de vantagens, com Krasnodar se mantendo na frente por 12-8.

Os erros, que haviam diminuído no fim do terceiro set, voltaram a aparecer no lado brasileiro. Com dificuldades na virada de bola e no passe o Krasnodar abriu 15-8 e Glass saiu para a entrada de Michelle. Em mais um erro do Praia, o time russo fez 16-8.

No tempo, Spencer foi mais motivador do que tático. Disse que com duas bolas em seguida o time estava no jogo de novo, mas o que se viu foi a vantagem de oito, passara para 10 pontos com 19-9.

Em seu último tempo solicitado, Spencer foi estrategista e pediu para o time fazer pontos. Com a partida quase ganha, o Krasnodar relaxou e cedeu três pontos de sua vantagem, caindo de 10 para 7 (20-13).

Vendo o seu time brincar, após cedermais dois pontos para o Praia (21-16), Selinger mexeu no time.

Apesar do esforço de Tássia em uma tentativa de defesa com o pé e do esforço do time de Uberlândia, o Praia não conseguiu evitar o match-point russo com 24-18.

O ponto do título veio com ela. Após tanto buscar a vingança contra as brasileiras, Sokolova soltou numa diagonal no fundo toda a sua raiva para dar a vitória por 25 a 19 para o Dínamo Krasnodar e o título no Top Volley.




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