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Teuto/AABB/Goiânia atrasa salários e pode ficar fora da Superliga

 

    21/11/2007

 

     – Um projeto que tinha tudo para dar certo está às portas do fim.

Depois de pouco mais de dois meses, a equipe do Teuto/AABB/Goiânia dificilmente terá condições de disputar a Superliga Feminina 2007/2008. É o que contam algumas das mais experientes jogadoras da equipe, a levantadora Eth e as centrais Flúvia e Tatiana Rodrigues.

Contratadas no final de agosto e no início de setembro para iniciarem um projeto que se dizia a médio e longo prazo, as jogadoras vivem uma situação que, segundo elas próprias, nunca aconteceu no voleibol: de um time acabar antes mesmo de começar.

O time foi formado este ano com o intuito de servir de base para a equipe nos próximos anos. Com o mercado praticamente fechado, eram poucas as atletas ainda sem clube que poderiam ser contratadas. Ainda assim, o técnico Emmanuel Arnaut, o Manu, que deixou o Sada/Betim também iludido com as promessas que foram feitas, conseguiu reunir um bom grupo de jogadoras, mesclando experiência com juventude.

Apesar dos esforços do treinador e da vontade das meninas em defender as cores da equipe, a direção do Teuto/AABB/Goiânia se revelou, no mínimo, incapaz de comandar um projeto de alto nível. Com as primeiras dificuldades aparecendo, simplesmente abandonaram o barco, e a praticamente duas semanas não dão nenhum tipo de satisfação a jogadoras e treinador.

“É uma situação muito chata, muito delicada. A gente está fazendo o que pode, tentando segurar ao máximo, tentando ver se a coisa dá certo, se desata este nó. Mas a quinze dias de começar a Superliga, não temos um administrador, um gerente, um supervisor que apareça, que dê a cara pra bater. Nós não temos contato com ninguém, não temos notícia de absolutamente nada”, disse a levantadora Eth, que na última temporada defendeu a Cimed/Macaé.

Tatiana, que voltou ao Brasil depois de uma temporada no Tena Santeramo, da Itália, concordou com sua companheira. “Não falam nada com a gente. Quando soubemos que o time não iria mais para o Campeonato Carioca, foi porque uma secretária apareceu e apenas nos deu o recado, mas não informou o porquê, nada. A mesma coisa aconteceu após a reunião sobre o formato da Superliga. Nem para o Manu, que é o técnico, eles falaram nada”, disse.

Eles, no caso, são o presidente da AABB, Júlio César de Carvalho, e o supervisor do time, Jonas Fonseca, ex-jogador da Ulbra e de Suzano, dentre outros times. Jonas, inclusive, foi quem negociou a contratação da maioria das jogadoras do clube e que, agora, não é encontrado por nenhuma delas, seja pessoalmente ou pelo telefone.

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