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Friday 30 October 2020
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Thaisa segue liderando estatísticas da Superliga

Bicampeã olímpica vive grande fase na competição. (Foto: Bruno Santos/Crop Fotografias)

Um verdadeiro paredão! Essa palavra pode definir a bicampeã olímpica Thaisa, central do Itambé/Minas. Aos 32 anos, a jogadora de 1,96m vive um momento especial após superar lesões, que, às vezes, colocaram a carreira da atleta em xeque. Ao fim da sétima rodada do segundo turno da Superliga Banco do Brasil 2019/20, a central minastenista lidera os rankings de bloqueio, saque e é uma das melhores atacantes da competição. Mas, na reta final da Superliga, a atleta quer mesmo é continuar ajudando a equipe e garante que ser destaque individual é apenas um detalhe. “Os números individuais não me interessam muito. Quero chegar à final e, consequentemente, brigar por mais um título”.

Na rodada da última sexta-feira, quando o Itambé/Minas venceu o São Paulo FC/Barueri, na Arena MTC, por 3 sets a 0 (25/21, 25/19 e 25/17), Thaisa foi a maior pontuadora do jogo, o que não é novidade, já que a minastenista vem sendo a principal pontuadora do time nas últimas rodadas. Nesse último jogo, a atleta somou 14 pontos.

Segundo as estatísticas oficiais da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Thaisa é a melhor sacadora da competição, com 33 pontos. No block, ela também é a melhor, com 72 pontos de bloqueio. No fundamento de ataque, Thaisa é a segunda melhor, em percentual. A jogadora tem 57% de efetividade. A líder no fundamento é Carol, do Praia Clube, com 59%. No entanto, em número de pontos de ataque, Thaisa está à frente, com 158 contra 110 pontos de Carol. No total, Thaisa tem 263 pontos na Superliga e está no top 5 de maiores pontuadoras.

Thaisa sabe do bom momento que vive na Superliga, mas prefere não evidenciar os números individuais. “Acho que isso não quer dizer nada se não mantiver o desempenho e o trabalho em equipe. Eu fico feliz em ajudar, mas sei que ainda tem muita coisa para ser trabalhada e melhorada”, ponderou Thaisa.

As maiores conquistas na carreira da atleta foram, obviamente, as duas olímpiadas (Pequim/2008 e Londres/2012). Além desses, Thaisa ganhou, ainda com a seleção brasileira, cinco vezes o Grand Prix e os Jogos Pan-americanos de Guadalajara (2011). Por clubes, foi duas vezes campeã mundial (Osasco/2012 e Eczacibasi-TUR/2016) e em cinco oportunidades comemorou o título da Superliga, além de ter chegado em, pelo menos, outras três finais. Mas nem tudo na carreira de Thaisa foram flores. Como muitos atletas de alto rendimento, a jogadora também sofreu com lesões, que, às vezes, colocaram a carreira da atleta em xeque.

A mais forte dessas lesões foi no dia 4 de abril de 2017, quando atuava pelo Eczacibasi. Em um jogo contra o Fenerbahce, pela Liga dos Campeões de Vôlei, a atleta subiu para um bloqueio, quando caiu, sofreu uma lesão feia no tornozelo direito. “Tive muitos momentos de lágrimas e dúvidas. Muitas dores e dificuldades. Muitas das vezes, nem eu sei de onde saiu tanta força. Ouvi comentários do tipo: ‘se você voltar a jogar, não jogará em alto nível mais’. Esses comentários doíam, mas eu nunca desisti. Confesso que chorei algumas vezes, mas esses comentários me serviram de motivação”, destacou a minastenista.

Antes de finalizar, Thaisa destaca a felicidade de estar de volta ao Minas e jogando como nunca jogou. “Estou muito feliz e me sinto muito querida e respeitada por todos no Minas e no time. Recebo o carinho de todos os torcedores e não tem nada melhor que isso, principalmente, por ser o resultado do meu trabalho”.

Números de Thaisa até a sétima rodada do segundo turno (dados oficiais da CBV).
– Melhor saque – 1º lugar, com 33 pontos.
– Melhor bloqueio – 1º lugar, com 72 pontos (57% de efetividade).
– Melhor ataque – 1º lugar, com 158 pontos.




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