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Tuesday 20 October 2020
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Uma velha surpresa e uma nova vitória para manter a escrita polonesa

Crédito: Divulgação/FIVB

Crédito: Divulgação/FIVB

 

No duelo mais aguardado desta quarta-feira (09/09), pela Copa do Mundo de Vôlei do Japão, ficou evidenciado que a vitória polonesa em Lodz, pela terceira fase do mundial do ano passado, não foi casual, e que não bastam boas recordações para que a Seleção Russa reproduza seu melhor voleibol. O nem a volta do técnico campeão olímpico ao comando da equipe, nem a opção pela disposição tática que levou o ouro de Londres para Moscou foram capazes de frear a Polônia. Os campeões mundiais venceram por 3 sets a 1 (26-28, 27-25, 25-19, 25-22), com 25 pontos do oposto Bartosz Kurek – que nem campeão mundial foi.

 

“Tivemos uma surpresa esta noite, porque o técnico Vladimir Alekno mudou a configuração de seu time e não estávamos totalmente preparados para o adversário desta maneira”, admitiu o técnico da Seleção Polonesa, Stephane Antiga.

 

Com Muserskiy na saída de rede e Mikhaylov compondo o fundo de quadra, o fator decisivo para a vitória da Rússia no primeiro set foi Butko no saque. A Polônia tinha 24 a 20, mas o levantador russo quebrou o passe adversário e, num ace, empatou a parcial em 24 a 24, para vencê-la seis ralis adiante.

 

Perder um set praticamente ganho, no entanto, não desanimou os poloneses. Com o capitão Michal Kubiak no lugar de Mika e graças a uma revisão de vídeo que salvou o set point adversário – o árbitro assinalou fora um bom ataque de Kurek pela entrada de rede –, a Polônia levou o segundo set e empatou o duelo. A partir daí, o time de Alekno perdeu-se em quadra e perdeu o jogo.

 

A opção por um time taticamente configurado à semelhança do que foi naquela virada sobre o Brasil pareceu de fundo mais motivacional do que pragmático, e revelou-se desastrosa. O alvoroço causado pela escalação de Muserskiy na posição de oposto encobre o lado mais frágil desse plano ousado. Com Mikhaylov pela entrada de rede, a Rússia, na prática, joga com dois passadores – em toda a partida, ele recepcionou apenas quatro serviços. Isso deu certo em Londres, mas não em Hamamatsu.

 

Em 2012, Obmochaev desdobrou-se na recepção e foi um herói eclipsado pela atuação de um meio de rede pela saída. Em 2015, o líbero começou como titular, porém teve até de ceder lugar para Alexander Ianutov no terceiro set. Com bom aproveitamento no ataque e com bloqueio mais ajustado (10 a 7 em pontos de bloqueio para os poloneses, no cômputo geral), a Polônia virou o jogo com certa tranquilidade, nem sentiu a saída do levantador Lomacz, contundido.

 

No set derradeiro, a Rússia voltou ortodoxa e quase deu certo. Mikhaylov jogou como oposto, Muserskiy foi central e o jogo equilibrou. Na entrada de rede, Mikhaylov teve menos pontos, até, do que o ponteiro passador do time, Tetyukhine. Mas, na diagonal de Grankin, que começou o set no lugar de Butko a parcial, se tornou rapidamente a bola de segurança da Rússia e marcou oito pontos só nessa parcial – antes, tinha quatro.

 

Mas aí era tarde, o time de Antiga já era o senhor do duelo. Com Drzyzga no levantamento e Kurek numa jornada impecável, a Polônia assumiu a dianteira no placar a partir do segundo tempo técnico e manteve a escrita: depois da derrota nas quartas de final de Londres, foram, com esta, seis partidas oficiais entre as duas seleções e seis vitórias polonesas.

 

Veja os demais resultados da segunda rodada da Copa do Mundo, nesta quarta-feira:

Itália 3-0 Austrália (25-17, 25-18, 25-15)
Argentina 3-2 Venezuela (30-32, 25-15, 24-26, 25-13, 15-10)
Canadá 3-2 Egito (25-22, 25-23, 21-25, 24-26, 15-12)
Irã 3-1 Tunísia (25-17 21-25, 25-14, 25-20)
EUA 3–1 Japão (25-23, 21-25, 25-11, 25-14)




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