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Friday 4 December 2020
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Vôlei Futuro se supera, ignora público recorde e derrota Unilever

31/03/2012 – Nem mesmo a presença dos 11.500 torcedores que lotaram o ginásio do Maracanãzinho, e bateram o recorde de público absoluto da Superliga 11/12, foi suficiente para assustar o Vôlei Futuro. Depois de perder a primeira partida por 3 sets a 0, em casa, a equipe e Araçatuba foi até o Rio de Janeiro e, no último sábado, venceu a Unilever por 3 sets a 2, parciais de 22-25, 25-22, 25-20, 22-25 e 15-7, em 2h15 de jogo. Com o resultado, a série semifinal está empatada em um jogo a um.


A terceira e decisiva partida da série será na próxima sexta-feira, às 21h, no Maracanãzinho e terá transmissão ao vivo do canal Sportv. O time que vencer garantirá um lugar na decisão para enfrentar o Sollys/Nestlé, que eliminou a Usiminas/Minas. A final da Superliga feminina será disputada no dia 14 de abril.

Apesar da derrota, a Unilever teve a maior pontuador da partida. A oposto Sheilla marcou 22 pontos, sendo 20 em ataques (com 30% de eficiência) e dois em bloqueios. Mari veio na sequência com 20 – 16 em ataques (35%) e quatro em bloqueios. No Vôlei Futuro, o destaque foi a também oposto Joycinha, que acumulou 21 acertos – 15 em ataques e seis em bloqueios. Fernanda Garay anotou 19, sendo 17 em ataques (30%) e dois em bloqueios.

Dona do Troféu VivaVôlei como a melhor jogadora da partida, a levantadora Ana Cristina falou sobre a responsabilidade da função e de ter conduzido a equipe na vitória. “É necessário ter muita concentração para conseguir fazer o que o técnico pede. Em um jogo tão tático como esse, eu, como levantadora, tenho que estar com a razão muito mais forte do que a emoção”, comentou Ana Cristina.

A jogadora ainda falou sobre a série semifinal. “Sem tirar os méritos do adversário, no primeiro jogo, não conseguimos fazer nada. Nosso time não estava alegre em quadra e, hoje, a vitória foi conquistada com base no trabalho”, afirmou.

O técnico do Vôlei Futuro, Paulo Coco, acredita que a confiança da equipe para o prosseguimento da série foi fundamental para a vitória no segundo jogo.

“Não perder a confiança de que podemos reverter foi essencial. Apenas igualamos a série, mas é importante sempre acreditar e saber das possibilidades que a equipe pode fazer. O nosso conjunto foi bem. Soubemos administrar a partida de hoje muito melhor do que na primeira”, avaliou.

Para o terceiro e decisivo confronto, Paulo Coco espera unir informações de todo o campeonato a favor do seu time. “Continuamos jogando uma partida de vida ou morte. Eles tinham uma vantagem de um jogo a zero e hoje estamos em igualdade. Eles ainda têm uma vantagem, que é decidir no ginásio deles, mas nada está definido. Os jogos da fase de classificação, do play-off, e os dessa fase, tudo se soma esse momento”, destacou o treinador.

Um dos maiores ídolos da torcida da Unilever, a líbero Fabi faz questão de destacar que a vaga na final ainda pode ser conquistada.

“Sabíamos que elas viriam com a postura diferente. Conseguiram jogar bem e acho que jogo entre dois grandes times é assim. Emoção até o final. Mas vamos decidir e tem tudo para ser um jogo eletrizante. Vamos estar em casa e buscar uma vaga na final. Queremos estar em mais uma decisão e vamos brigar por isso”, disse carioca.

Detalhes da partida

Com Fernanda Garay no saque, o Vôlei Futuro começou melhor e fez 3/1. Em combinação rápida de Fernanda Venturini com Valeskinha, a Unilever empatou: 5/5. O time paulista seguiu forte e foi para o primeiro tempo técnico na frente (8/5). No erro do ataque adversário, o time carioca conseguiu novamente o empate: 11/11. Com largadinha de Régis, a Unilever passou a frente em 15/14. O set seguiu equilibrado e disputado ponto a ponto. No bloqueio de Juciely, a equipe da casa abriu três: 20/17. Com Valeskinha, a Unilever venceu por 25/22.
 
 
O segundo set também teve um início equilibrado. A diferença no marcador esteve quase sempre em um ponto apenas. O Vôlei Futuro abriu dois de diferença (10/8) e o técnico do time carioca, Bernardinho, pediu tempo. Em uma bola de segunda da levantadora Ana Cristina, a equipe paulista fez 14/11. Carol entrou no saque e, com dois pontos diretos, empatou o placar em 16/16. O Vôlei Futuro fez 19/17 e Bernardinho parou o jogo mais uma vez. Mesmo assim, a equipe de Araçatuba venceu por 25/22.

O Vôlei Futuro abriu o terceiro set e, com bloqueio de Juciley, a Unilever virou (3/2) e passou a dominar a parcial. Com Mari, a equipe carioca fez 8/3. As visitantes buscaram o jogo e, no bloqueio de Carol Gattaz, empataram o jogo: 8/8. No erro do adversário, o Vôlei futuro ainda passou à frente em 11/10. No bloqueio, a Unilever retomou a vantagem (15/14). Mas o time de Araçatuba estava disposto a vencer o set e, contando com erros do adversário, fez 22/17. Com ponto de bloqueio, o Vôlei Futuro fez 25/20.

Após abrir 2 sets a 0, o time de Araçatuba voltou ainda mais determinado e abriu vantagem logo no início do quarto set. Mas Unilever buscou e esteve à frente no primeiro tempo técnico: 8/7. A parcial esteve equilibrada, com a diferença no marcador sempre entre um e dois pontos. O Vôlei Futuro abriu vantagem de três pontos: 16/13. O time paulista vencia por 19/16 e, depois de uma longa disputa, a Unilever deixou o placar igual (19/19). No erro de ataque do Vôlei Futuro, o time carioca fez 21/20. Com Régis, a Unilever fez 25/22 e levou a partida para o tie-break.

O Vôlei Futuro começou melhor. No ataque de Fernanda Garay, fez 5/2 e forçou o técnico Bernardinho a parar o jogo. O time paulista ainda aumentou a diferença e, na troca de lado, tinha ampla vantagem de 8/2. Quando perdia por 11/4, Bernardinho pediu tempo. Mas o Vôlei Futuro seguiu melhor e, sem dificuldades, fechou o tie-break por 15/07.

 



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