
Foi perceptível a decepção do torcedor minastenista ao saber que o clube irá disputar a próxima Superliga feminina com uma equipe jovem. Após o fim da parceria com a Usiminas, o clube, apesar dos esforços, não conseguiu novo patrocínio e terá que conviver com o orçamento mais enxuto neste ano.
Porém, segundo a supervisora do time feminino, Patrícia Axer, esse empecilho não será problema para o Minas. Para ela, será novamente uma grande oportunidade do time mostrar seu potencial de clube formador.
“Vamos montar uma equipe jovem, mas competitiva, o Minas tem uma marca forte de clube formador, temos todas as categorias de base e por elas já passaram jogadoras importantes do voleibol brasileiro como Fabiana Claudino, Ana Tiemi, Fernanda Garay, Thaisa, etc. Não é a primeira vez que entramos na competição sem um grande patrocínio e o clube com a estrutura que tem, consegue se sustentar num nível competitivo, mesmo com recursos reduzidos’, disse a supervisora.
Apesar da aposta nas jovens, tanto a supervisora quanto a comissão técnica estão procurando reforços. “Estamos buscando reforços no Brasil e fora, mas dentro deste perfil de equipe jovem e talentosa”, afirmou Patrícia. Ainda no começo do trabalho, a aposta do clube já deu os primeiros frutos, com a conquista da fase local dos Jogos de Minas.
O destaque do time é Carla Ferreira, de 21 anos, com passagens pelas seleções infantil e juvenil. Com o treinador Marco Antônio Queiroga a serviço da seleção juvenil no Mundial, como auxiliar de Luizomar de Moura, coube ao ex-jogador e campeão olímpico Anderson comandar a garotada no torneio.
Resta agora ao torcedor aguardar o inicio da Superliga e até lá dar um voto de confiança ao grupo.



