veja aqui), destaca-se o pagamento de 10 milhões de reais de parte de contrato da CBV para Fábio Azevedo, diretor geral da FIVB, indicado e braço direito do presidente Ary Graça.
Através da empresa S4G Gestão de Negócios, Fábio, então Superintendente Executivo da CBV, se beneficiava recebendo parte do dinheiro dos contratos feitos pela CBV.
A situação apresentada gerou revolta em muitas pessoas do meio do vôlei. Maurício Jahu, ex-atleta e comentarista da ESPN, publicou em seu blog que isso “Foi um desrespeito a patrocinador, seleções, jogadores e clubes”. Ele destacou que sempre que jogadores e clubes cobravam melhorias, a alegação era falta de dinheiro, que estava nas mãos da empresa S4G.
Ainda no blog de Jahu, outro ex-jogador, Xandó, da geração de prata, também se pronunciou em comentário. “Isto já acontecia na minha época, tentamos montar uma associação para defender nossos direitos e no final só eu peitei tudo. Sai como bandido e mercenário”, desabafou.
Quem também desabafou foi o jogador Bob, atualmente no Irã, e que teve sua situação destacada pelo Melhor do Vôlei nesta semana. Em sua página pessoal no facebook eles escreveu: “Ao invés de dar subsídios aos clubes, repassar parte dos direitos televisivos, dar respaldo a atletas com os contratos desrespeitados, olha só o que a nossa poderosa CBV faz com o dinheiro!”
O caso, que teve o capitulo de Marcos Pina repercutido no jornal Nacional, agora ganhou as páginas do exterior. O portal Volleyball.it, um dos mais importantes do mundo, estampou no destaque de seu site a denuncia da ESPN.
Já a CBV, em nota enviada à ESPN, disse que vai contratar auditoria externa para apurar as denúncias e o superintendente geral da entidade, Neuri Barbieri, promete que fará uma revisão completa nos contratos e vai tomar as providências caso sejam confirmadas irregularidades.


