Brasil optou pelo saque flutuante e se deu bem contra a Rússia
Depois da vitória que classificou o Brasil para as semifinais do Campeonato Mundial masculino de Vôlei, os jogadores da Seleção Brasileira elogiaram a aplicação tática da equipe no saque. O passe russo teve dificuldade, em momentos cruciais da partida, para controlar o saque dirigido do time de Bernardinho. Lucarelli foi um dos que abriram mão do saque forçado em vários momentos da partida.
“Eu e Sidão, que sacávamos viagem, fomos para o flutuante. Com um saque ridículo, passei três bolas e fizemos ponto”, recordou o ponteiro, maior pontuador brasileiro na partida com 15 pontos.
Murilo, de volta ao time depois de ficar afastado do jogo contra a Polônia por contusão, esclareceu que o Brasil só utilizava o saque viagem, quando para o bloqueio encarar o central russo Muserskiy.
“A gente abiu mão do saque-ponto. No primeiro jogo (contra a Rússia, domingo), a gente fez nove pontos (de saque). Nas redes contra Muserskiy, procurou sacar mais forte”, disse o ponteiro, que teve, como quase todo o time, um ótimo rendimento de ataque.
“Dentro de quadra, todos tiveram de se superar, principalmente no ataque. Eu acho que ataquei quatro bolas e fiz três pontos”, afirmou o passador. Na verdade, foram quatro pontos de ataque em cinco tentativas. O time inteiro teve aproveitamento excelente de 56,5% nas bolas atacadas.
O retorno de Murilo e de Wallace ao time foi saudado pelos companheiros. Se o próprio Murilo garante que “não tiveram a opção de me barrar”, o oposto Leandro Vissotto exaltou também a volta do titular da posição – Wallace.
“A gente ganhou com a volta de Murilo, jogou com o passe na mão. Wallace também fez uma ótima partida”, elogiou o oposto.
Agora, o Brasil espera a rodada desta quinta-feira para saber em que posição se classifica para a semifinal e qual será o adversário vindo da outra chave.


