Bernardinho diz que só não larga a seleção
Treinador da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho revelou em entrevista à revista “Veja” ter descoberto um tumor maligno no rim logo após o último Mundial da modalidade, realizado em setembro, na Polônia. Ele, porém, agiu rápido e diminuiu consideravelmente os riscos que corre por conta do problema de saúde.
“Ainda não sei que desdobramento vai ter, mas faço aqui uma revelação. Cheguei do Mundial na Polônia e num exame de rotina descobri um tumor no rim direito. Nele havia células malignas. Extirpei o tumor e estou aparentemente bem. A cirurgia completou três meses. Fico ruminando essa história, porque há um ano e dez meses não tinha problema de saúde”, afirmou.
O técnico, inclusive, relacionou o problema com a corrupção descoberta esse ano na CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). “O médico do Hospital Sírio-Libanês que me atendeu disse assim: “O que tirei do seu corpo é uma metáfora do que deve ser extraído do país”. A sensação que tenho hoje é essa mesmo: tudo o que está acontecendo com o vôlei é uma pequena célula doente de um organismo. Pode haver mais”, comentou.
Entre outras declarações fortes, Bernardinho comentou que chegou a pensar em abandonar tudo, mas mudou de ideia. “(Fiquei) Pelos rapazes, pelos atletas. Ao contrário do que muitos dizem, não tenho essa relação patológica com o poder. Se pudesse ficar só com a equipe feminina da Unilever, ficaria. Não vou deixá-los agora, pela relação de cumplicidade”, revelou.


