Entre os seis resultados possíveis na partida desta sexta-feira, o único que levaria a decisão das duas vagas do grupo I às semifinais para os pontos average era 3 a 1 em favor dos norte-americanos. E já que o Brasil tinha divisão desfavorável entre pontos conquistados e sofridos (0,97), era de se esperar que esse placar minasse as possibilidades brasileiras na Liga Mundial. E foi o que aconteceu. Com parciais de 25-21, 25-22, 24-26, 25-20, os EUA venceram a França por 3 sets a 1 e ambos se qualificaram para jogar no sábado.
Num jogo que caminhou entre dramático e estranho, em que a torcida começou apoiando a França – pois dois sets para os franceses classificariam o time da casa –, o público teve de virar a casaca no terceiro set, quando tudo levava a crer que os EUA emplacariam uma vitória em sets diretos, e precisou voltar a gritar “França! França!” no quarto set. Tudo em vão. No jogo de três times, quem perdeu foi a Seleção Brasileira.
Depois de dois sets em que a França parecia completamente desinteressada no jogo, os EUA tinham vantagem de 17 a 12 na terceira parcial e viram os rivais reagirem. Mesmo assim, os norte-americanos tiveram match point em 24 a 23, com saque para o levantador Christenson. A França, no entanto, conseguiu rodar a bola com Tillie e, depois, em contra-ataques de Rouzier e Ngapeth, fechar o set.
Anderson e Sander marcaram 19 pontos pelos EUA e Ngapeth, 18 pela França. Mas isso é um tanto irrelevante. Importante é notar que, num jogo de 188 pontos, houve 67 erros – 36% das disputas terminaram com erro de alguém. No quarto set, quando a França chegou a 15 pontos e garantiu matematicamente a classificação, houve uma sucessão bisonha de erros de saque, um ou outro ponto de ataque e muitas vaias ao término, com outro saque errado dos Bleus.
Pelos pontos average, os EUA ficaram com a primeira posição, com 1,03, a França teve exatamente 1 e o Brasil, 0,97. Agora, EUA e França esperam o resultado de Sérvia e Polônia para ver os emparceiramentos das semifinais, que serão no sábado, a partir das 10h.
Por: João Batista Jr. (do Rio de Janeiro)



