As Olimpíadas de 2012 foram o marco derradeiro de um ciclo de maus resultados do vôlei feminino da China. Décimo lugar no mundial de 2010, nenhuma medalha no Grand desde 2007, um terceiro lugar na Copa do Mundo de 2011 e, em Londres, eliminação nas quartas de final para o Japão e classificação inferior, inclusive, à da Coreia do Sul. O novo ciclo olímpico trouxe um time chinês renovado, um novo comando técnico e com resultados que mostram que as escolhas foram corretas.
Primeiro, um vice-campeonato do Grand Prix de 2013, com apenas uma derrota em toda a competição, depois o vice-campeonato mundial na Itália e, neste domingo, o título da Copa do Mundo. O primeiro título em nível intercontinental da China desde o ouro em Atenas-2004. O quarto troféu da competição que vai para Pequim, que se junta ao de 1981, 1985 e 2003.
Lógico que a Copa do Mundo, principalmente, depois da exclusão do Brasil, ganhou caráter mais pré-olímpico do que de competição em si mesma. Mas seria impensável que a China, mesmo disputando um hipotético pré-olímpico no ano que vem, ficasse fora das Olimpíadas. Assim, se confirmar a passagem para o Rio de Janeiro foi importante, o tetracampeonato da copa foi ainda mais.
Com as vitorias da Sérvia e dos EUA na madrugada, as chinesas sabiam que precisavam vencer o Japão para conquistarem a taça e carimbarem o passaporte. E foi o que fizeram. Venceram por 3 sets a 1 (25-17, 22-25, 25-21, 25-22) e ficaram com as melhores fatias do bolo.
“No meio do jogo, tivemos um momento difícil. Mas nós nos tornamos um e fomos capazes de agarrar a vitória”, lembrou a ponteira Ting Zhu, anotadora de 27 pontos contra as japonesas.
Além de maior pontuadora da partida, Ting Zhu também foi premiada como MVP da competição, honraria que, na conquista chinesa da Copa do Mundo de 1985, coube a sua treinadora, Lang Ping.
“Quando eu assumi (o comando do time), disse a todas elas que tinham de entender o nível mundial do vôlei. Instruí as atletas sobre como jogar contra esse nível e trouxe novas jogadoras”, explicou Lang Ping, que reassumiu o comando técnico da seleção depois de Londres.
O ataque e o bloqueio chineses se destacaram no jogo final, principalmente o bloqueio. Pois se o ataque marcou 60 pontos contra 54 das japonesas, a muralha chinesa, com quatro pontos de Zhu e três de Chunlei Zeng, assinalou 11 pontos a 3.
A Sérvia ficou com vice-campeonato e a segunda vaga para os Jogos do Rio de Janeiro. O bronze ficou com os EUA.
Veja as jogadoras premiadas individualmente na Copa do Mundo. Das oito, apenas três estavam no pódio do torneio – Zhu, Mihajlovic e Dixon – e três são de seleções caribenhas – Castillo, Marte e Lescay.
Levantadora: Niverka Marte (Rep. Dominicana)
Oposta: Nataliya Goncharova (Rússia)
Ponteiras: Brankica Mihajlovic (Sérvia) e Tatiana Kosheleva (Rússia)
Centrais: Daymara Lescay (Cuba) e Tetori Dixon (EUA)
Líbero: Brenda Castillo (Rep. Dominicana)
MVP: Ting Zhu (China)



