Em entrevista publicada neste domingo site russo Sovsport, a ponteira Fernanda Garay foi questionada não só a respeito de voleibol e olimpíadas, mas também sobre problemas que afligem o país e preocupam os turistas.
Além de dizer que Sokolova, que deve se aposentar depois do Rio-2016, “teve uma contribuição significativa para a história do vôlei”, de afirmar que acredita no tri-olímpico do Brasil e lembrar que o Dínamo Krasnodar ainda lhe deve dinheiro relativo à temporada passada, a jogadora do Dínamo Moscou falou sobre segurança e saúde públicas. Noutras palavras, sobre criminalidade e sobre o Zika vírus.
Ao turista, Garay recomendou que “cuide de seus pertences, veja quem está ao seu redor. Não balance o telefone nem o mostre a todos”, e contrapôs que “nos Jogos do Rio, as medidas de segurança vão aumentar, haverá um monte de policiais nas rua”. Por outro lado, recusou o estereótipo da insegurança exclusiva atribuído ao país.
“Recentemente, (as jogadoras do Dínamo Moscou) fomos a São Petersburgo para uma partida do Campeonato Russo. Conversávamos (durante o jantar) e, nesse momento, uma de nós teve a bolsa roubada. Isso pode acontecer em qualquer lugar no mundo. A criminalidade não uma característica única dos brasileiros”, defendeu Garay.
A respeito do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o Zika, a atacante se mostrou otimista quanto à política adotada pelo governo federal.
“Posso assegurar que o Governo Brasileiro está fazendo todo o possível para minimizar esse problema, tem realizado campanhas de sensibilização nos meios de comunicação. Embora estes Jogos (Olímpicos) sejam de verão, no Brasil, em agosto, é inverno. Esperamos que isso facilite a solução do problema, pois haverá consideravelmente menos mosquitos”, disse a jogadora.
No Final Four da Superliga Russa, o Dínamo Moscou, de Garay, enfrenta o Dínamo Krasnodar pelas semifinais. O outro duelo é entre o Dínamo Kazan e o Uralochka. As partidas serão disputadas nesta segunda-feira, em Moscou. A final será na terça-feira.



