Carlos Schwanke é movido a desafios. Ex-jogador da seleção brasileira, iniciou a vitoriosa carreira de treinador no time do Florianópolis, onde foi assistente de Marcos Pacheco. Depois, foi campeão na Suíça, com o Amrsvill, e na Arábia Saudita, com o Al Hilal. Após uma passagem pelo Montes Claros Vôlei, nesta temporada, transferiu-se para o Dar Kulaib, pelo qual faturou a Liga do Bahrain. Foi sua quarta conquista em quatro competições disputadas. Mais do que os novos feitos acrescentados ao vitorioso currículo, Schwanke liderou uma revolução no jeito de praticar voleibol.
“Para este resultados que alcançamos, foi determinante a compra de uma ideologia diferente. Acreditaram primeiramente no meu trabalho e, aos poucos, os jogadores compraram a ideia que bastante trabalho e empenho, em todos os treinamentos, seriam importantes durante toda a temporada. No início, foi um pouco complicado para eles, pois acrescentei mais velocidade e opções de jogo na distribuição do levantador. Mas, com o trabalho diário, aos poucos os resultados durante a partida foram aparecendo e a performance da equipe melhorou”, explica o brasileiro.
Após o grande trabalho à frente do Dar Kulaib, o técnico foi convidado pela Federação de Vôlei do Bahrain a assumir a seleção local. E o convite foi aceito pelo brasileiro.
Com experiência acumulada em equipes do Brasil, Suíça, Arábia Saudita e Bahrain, Schwanke já inicia o trabalho na seleção em julho, quando lidera os treinamentos para o Campeonato Arábe. No planejamento, está programada também uma excursão pela Europa, em setembro, para que a equipe chegue tinindo ao torneio continental.
“Fico muito honrado em poder comandar uma seleção nacional. Acredito que seja um dos objetivos de qualquer profissional que trabalha com esporte. Temos grandes desafios, como o Campeonato Árabe, que será no Egito. Neste início, fico dedicado à seleção, mas depois devo conciliar o trabalho com o clube”, explica Schwanke.



