Só um desastre matemático tira a seleção italiana feminina de Vôlei dos Jogos Olímpicos do Rio. A vitória sobre o Peru, na noite desta terça-feira, deixou a Itália tão perto da classificação olímpica que se, por um lado, ainda não dá para falar em vaga assegurada, por outro, nem vale a pena especular sobre que combinação de resultados seria preciso para impedir o carimbo no passaporte. Faltando três rodadas para o fim Pré-Olímpico Mundial feminino, a Azzurra chegou a 12 ponto e abriu seis sobre as quintas colocadas – no momento, as próprias peruanas.
A Itália venceu o Peru por 3 sets a 0, em tranquilas parciais de 25-19, 25-16, 25-17. Há dois bons recortes para demonstrar, no primeiro plano, a superioridade das europeias em quadra e, no segundo, a passividade das peruanas.
Primeiro, enquanto a Itália produziu 15 pontos de bloqueio e 5 no saque, o Peru não pontuou nenhuma vez nos dois fundamentos. A central Chirichella, maior pontuadora da partida, com 18 anotações, marcou quatro aces e três pontos no bloqueio – atrás, apenas, da ponteira Miriam Sylla, com quatro.
Depois, apenas a ponteira Angela Leyva, com 17 anotações, ultrapassou a marca de quatro pontos, pelo lado peruano. Não bastassem a passividade no saque e no bloqueio, Maguilaura Frias, Mirtha Uribe e Katherine Regalado foram as jogadoras do lado sul-americano que mais se aproximaram de Leyva. Na Itália, depois dos 18 pontos de Chirichella, apareceram Paola Egonu com 15 e Sylla, 14.
Na próxima rodada, à 0h55 da madrugada da quinta para sexta-feira, pelo horário de Brasília, o Peru enfrenta a Coreia do Sul num jogo chave para suas pretensões de classificação às Olimpíadas. Em seguida, às 3h40, Itália e Holanda entram em quadra.



