A Bicampeã Olímpica, Fabiana Claudino, capitã da Seleção Feminina de Vôlei, foi a primeira a conduzir a tocha que recebeu das mãos da presidente Dilma Rousseff
A Tocha Olímpica deveria ser a chama da esperança, da imortalidade e do incentivo ao esporte. É uma tradição desde 1928, quando foi acesa nos Jogos Olímpicos de Verão. Começou a ser conduzida em 1938. Mas como no Brasil quase tudo foge às regras, passou a ser motivo de piada e revolta. Não foi diferente no vôlei.
Além de vários tombos de cidadãos comuns que conduziram a Tocha pelas cidades brasileiras, outras polêmicas foram levantadas. Há alguns dias, a mulher do ex-jogador de vôlei Gustavo Endres desabafou via rede social sobre o marido ter que comprar a Tocha para tê-la como recordação. O valor foi exposto por um comprovante fiscal: R$1985,90. O desabafo de Raquel, esposa de Gustavo, repercutiu no Brasil e no mundo do vôlei.
O Melhor do Vôlei conversou com alguns atletas e ex-atletas que conduziram a Tocha e conheceu as versões sobre a possibilidade de se levar para casa um exemplar de um dos principais símbolos dos Jogos.
Nesta quinta-feira (21/07), a campeã olímpica em Londres, Fernandinha Ferreira, postou um texto em suas redes sociais, demonstrando certo descontentamento ao ser chamada, de última hora, para ser uma das condutoras da Tocha. Confira no texto os motivos citados pela levantadora:
“Hoje recebo o inesperado convite para carregar a tocha. A pessoa que me ligou (que não tem nada a ver com a paçoca, está só fazendo seu trabalho) falou: Fernanda, você precisa responder rápido porque é para o dia 24. Pensa a minha cara!!! Hoje é dia 21 e tenho que responder rápido se posso ou não… Claaaaro que não, por mil motivos,mas um deles é que é fato que alguém desistiu de última hora né..um big brother, um artista que super tem a ver com as olimpíadas. Ora Faça-me o favor, estou no Brasil aposentada do vôlei desde de setembro do ano passado e me pergunte se alguém me ligou para me chamar para algo com relação à Olimpíada ou qualquer outra coisa? Clarooo que não!!! E agora quer que eu carregue tocha? Não seria eu se aceitasse e quem me conhece sabe bem disso; nunca fui política e muitas vezes me prejudiquei com isso, não iria ser agora que seria né. Até porque ao contrário de uma galera de peso aí eu não faço a mínima questão de aparecer na mídia pois não sou artista, sou atleta e por isso meu país deveria me valorizar assim como tantos outros que após pararem de jogar são esquecidos e até entram em depressão, pois ninguém abre as portas, ninguém dá um força.
Não me sentiria bem em aceitar esse convite de última hora pra esse revezamento que esqueceu de tantos atletas e priorizou sei lá o que.. Se você não for Giba, Nalbert, Jaqueline e alguns poucos outros boa sorte quando parar de jogar… Talvez se algum artista desistir de última hora eles te chamem pra “carregar a tocha” também. Sem mais… #assimnaorola #tochanao #valorizacao #atletabrasileira #campeaolimpica”
Citada na postagem de Fernandinha, a bicampeã olímpica Jaqueline não entendeu o sentido que foi lembrada e respondeu à sua companheira em Londres:
“Não entendi esse apoio que vc fala que eu tenho? Trabalhei muito em minha vida e ninguém nunca me ajudou em NADA, eu corri atrás. Acho que antes de vc me citar nesse comentário infeliz vc devia conhecer um pouco de minha vida e ver que nunca tive apoio de ninguém. Se vc está revoltada pq não te chamaram para conduzir a tocha antes ou se vc quer o que tenho hoje, vc tem que trabalhar e ir em busca dos seus objetivos e não ficar citando meu nome em suas revoltas. Não tenho nada a ver com isso! Espero que essa Jaqueline que vc fala não seja eu Pq se for.. Procura saber um pouquinho mais do que eu já sofri para estar onde estou. @fernandinha03”
O desfecho da polêmica terminou com a levantadora apagando sua postagem do Instagram.
Com diferentes sentimentos, Larissa Gongra, jogadora do Brasilia Vôlei comemorou o que ela descreveu de sentimento único ao conduzir a Tocha. “Sinceramente, foi uma sensação que não tem palavra que defina. É um misto de sentimentos. Carreguei a tocha acesa por aproximadamente dois curtos minutos, e na hora, tudo que eu pensava era: “eu to carregando o maior símbolo esportivo do mundo”. Foi uma honra! “, disse a central que foi convidada pelo Ministério do Esporte para conduzir a Tocha na sua cidade. O convite veio quatro dias antes.
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