Acostumada a frequentar as categorias de base da seleção brasileira e após duas temporadas quase impecáveis com o Camponesa/Minas, a jovem levantadora Naiane mostrou cautela e disse estar no caminho certo. A minastenista viveu, nos últimos dois meses, a primeira experiência com a seleção brasileira Adulta, conquistou o título de campeã do Grand Prix Feminino e treinou ao lado de campeãs olímpicas. A atleta soube aproveitar a oportunidade que teve com o técnico José Roberto Guimarães, considerado um dos melhores do mundo, e acredita que conseguiu abrir portas para o futuro.
De volta a Belo Horizonte, Naiane iniciou a pré-temporada para defender o Camponesa/Minas pelo terceiro ano seguido. A atleta comemorou a primeira convocação para a seleção Adulta e acredita ter aproveitado a oportunidade. “Ser chamada para treinar em um ano olímpico representa muita coisa para minha carreira. Ter vivenciado toda a cobrança, toda a pressão, devido a preparação para os Jogos do Rio, foi muito importante para mim. Acredito que as portas se abriram para o futuro. Poderia ter sido qualquer outra levantadora do Brasil, mas, por algum motivo, me chamaram. Essa experiência me deixa muito mais preparada para a próxima Superliga e para assumir de vez uma vaga na seleção Adulta no futuro”, projetou.
Naiane treinou e se preparou com a seleção para as disputas do Grand Prix. O técnico José Roberto Guimarães, que tem como auxiliar Paulo Coco, treinador do Camponesa/Minas, aproveitou a competição para testar o elenco e escolher as 12 brasileiras que disputarão os Jogos do Rio de Janeiro. Com muita cautela e tranquilidade, a levantadora minastenista disse que aproveitou a chance e afirmou que ainda não era a hora de pensar em Olimpíadas.
“Sabia que tinha possibilidades de disputar o Grand Prix, mas sempre tive em minha cabeça que, de certa forma, ainda não era a hora de disputar as Olimpíadas. Falo isso pelo fato de eu ainda não me sentir preparada. Isso não é segredo, todo mundo sabe que, pela minha pouca idade, ainda não tenho bagagem”, comentou a atleta que revelou ter recebido o mesmo tratamento que as atletas mais velhas. “A comissão técnica me tratou como trata as principais atletas olímpicas do Brasil, e isso foi muito bacana. Recebi muitas dicas e apoio de todos. Isso vai me ajudar muito no futuro”, completou a atleta.
Para a levantadora do Camponesa/Minas, o Brasil chega ao Rio de Janeiro com grandes chances de conquistar o tricampeonato olímpico. “Temos jogadoras individuais excelentes, com grande experiência internacional. Mas acredito que a união do grupo vai fazer a diferença em quadra. Talvez a seleção não seja a mais alta ou a mais forte, mas o conjunto, no fim das contas, sempre faz a diferença. Não tenho dúvidas de que vai dar certo. O trabalho tem sido muito bem feito”, ressaltou a jogadora de 21 anos.
Fonte: minastenisclube.com.br/esportes/volei-feminino/



