Cérebro da equipe, a levantadora precisa aliar qualidade técnica e foco. Para Fabíola, o tempo é aliado dos jogadores que atuam na posição. “Estou com 34 anos e, depois de defender grandes clubes no Brasil, no exterior e jogar pela seleção, acredito estar mais centrada, mais tranquila. A experiência é uma arma para o levantador”, acrescenta a atleta, recuperada de uma artroscopia no joelho direito, a qual foi submetida dia 28 de março, na Suíça. Ela se se contundiu em um treinamento do Volero para o duelo contra o Vakifbank, pelos playoffs da Liga dos Campeões.
As boas lembranças de Fabiola em Osasco ultrapassam os limites do time. Com a camisa do Sollys Nestlé, foi eleita a melhor levantadora da Superliga por duas temporadas consecutivas (2011/12 e 2012/13). Mas para quem imagina o interesse de colocar o individual à frente do coletivo, ela manda um recado. “Sempre existem metas pessoais, mas o principal é o objetivo do grupo em ser campeão. Vamos lutar para transformar em realidade. Por isso voltei, para dar minha contribuição nessa jornada. Prêmios individuais são consequência do processo”.
Entre as novas companheiros de time, Fabíola já jogou com as centrais Nati Martins e Bia e a ponteira Tandara, que também é natural de Brasília. Uma curiosidade sobre a carreira de Fabíola: ela começou no Sesi de Ceilândia, no Distrito Federal, e nas categorias de base do Força Olímpica, em 1995, atuando como ponteira. Só mais tarde, como juvenil, no Rio de Janeiro, começou a jogar, e a se destacar, como levantadora.
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