Um fator inesperado deixou o técnico da Sérvia irritado. Nikola Grbic, ex-levantador e campeão olímpico com a extinta Iugoslávia em Sydney 2000, se mostrou incomodado com a temperatura do ginásio em que acontece as finais da Liga Mundial de Vôlei: “Há 30 anos estou nesse esporte, eu nunca joguei nessas condições. Já joguei por estar muito muito quente, mas em tais condições, quando está gelado lá fora, eu nunca joguei” – disse Grbic.
A fase final da Liga Mundial acontece no Estádio Joaquim Américo Guimarães, a Arena da Baixada, em Curitiba, Paraná. Adaptada, a arena tem capacidade próxima a 30 mil pessoas e possui teto retrátil, fazendo com que a partida não seja prejudicada por chuvas eventualmente. Mas a temperatura não era um fator esperado e os termômetros de Curitiba chegaram a marcar 8º C nessa terça (04), estreia da fase final da Liga.
“Este é um grande erro daqueles que concordaram com isso e ainda mais daqueles que aceitaram a decisão.” – disse Grbic – “As condições nem sequer aproximam-se das ideais, tendo em conta que são jogos de uma competição de prestígio, como a Liga Mundial. A temperatura está nas proximidades de 8 a 10 graus, e nós temos que jogar.”
Segundo documento da FIVB, o “Regras Oficiais de Voleibol de 2017 a 2020”, a regra da parte 2, capítulo 1, artigo 1.5 diz: “para a FIVB, em competições mundiais e oficiais, o máximo da temperatura não deve ultrapassar 25° C e o mínimo não menos do que 16° C”. Durante o jogo entre Brasil e Canadá, os termômetros marcavam 16º C. A temperatura mínima prevista para esta quarta é de 7º C. A Sérvia de Grbic estreia hoje, às 17h40 contra os Estados Unidos.
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