André Heller é o presidente da Comissão de Atletas Voleibol de Quadra, em reunião com os representantes do vôlei de praia. (
Foto: Divulgação)
Por Júnior Barbosa
Depois de muita mobilização e repercussão no mundo do esporte, a representatividade dos atletas em assembleias do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) foram asseguradas. Depois que dirigentes de diversas confederações tentaram diminuir o número de representantes para garantirem maioria absoluta, eles voltaram atrás.
Ontem (6), uma nova reunião aconteceu e, no final, a proposta inicial acabou sendo mantida: os atletas terão direito a 12 votos. “Valeu a mobilização e forte pressão das últimas semanas! Grande avanço para o esporte brasileiro!”, disse o ex-jogador Nalbert pelas redes sociais.
Entenda o caso
Em uma decisão tomada por confederações de 15 modalidades, a proposta de representação dos atletas brasileiros no colégio eleitoral do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) diminuiu de 12 para apenas 5 votos. A reviravolta faria com que as entidades – que serão 35 com direito a voto a partir de 2018 – abrissem ampla maioria para votações.
Imediatamente, a Comissão dos Atletas de Vôlei de Quadra, presidida pelo ex-jogador e atual gestor do Vôlei Renata, André Heller, fez duras cobranças à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) pelo voto favorável à restrição. Além de Heller, compõe a comissão: Gilmar Teixeira, a líbero Fabi, a oposto Renata Colombo e o ponteiro Lucarelli. Grandes nomes apoiaram os protestos, como o levantador Bruninho e os ex-jogadores Nalbert e Ana Moser.
Após a repercussão, a CBV emitiu uma nota oficial para divulgar que havia recuado da decisão e que voltava a apoiar a presença de 12 atletas na nova assembleia do COB.
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