Brasileira disputa a primeira temporada no exterior. (
Foto: CEV)
Mais um triste caso de racismo no esporte. A oposto Laiza Figueiredo, que atua no SC Prometey, da Ucrânia foi vítima em um caso que envolveu até a polícia. Pelas redes sociais, a brasileira informou que estava chegando no prédio onde atualmente mora, quando um senhor começou a observá-la. Com medo de ser seguida, ela apressou o passo até entrar no apartamento.
Pouco tempo depois, a polícia chegou até o local. Para espanto da jogadora, ela foi informada por oficiais de que havia uma denúncia de que havia “um imigrante negro ilegal morando no prédio”.
No momento, Laiza esteava sem o passaporte e sem o registro de residência no país, uma vez que hoje (28) foi um dia de jogo da equipe e os documentos ficaram em posse da supervisora. “Para a minha sorte, os policiais me viram em outdoors que estão espalhados pela cidade sobre os jogos do Prometey que estão acontecendo nesta semana… Mostrei as fotos para eles confirmando que estou legal aqui. Eles tiraram uma foto da imagem e me desejaram bom jogo”, revelou.
Na sequência, ela não conteve o choro. “Quando fechei a porta, desabei. Me veio um misto de sensações: medo, raiva, nojo da pessoa que fez isso, mas a cena que mais ficou na minha cabeça foi ver um dos policiais guardar a arma depois de reconhecer e, também, as palavras de outro policial dizendo ‘um imigrante negro… Meu coração ainda está disparado, não pelo fato de a polícia ter batido na minha porta, mas pelo racismo ainda existir. Às vezes achamos que nunca vai acontecer com a gente, até que… Mas seguimos!”
Além de Laiza, o SC Prometey conta com a central Raquel Loff, que disputou o Paulista pelo Osasco-Audax. Na temporada anterior, as duas foram atletas do Camboriú.


