O nome da ex-jogadora Ana Paula Henkel está entre os mais citados na internet desde ontem (4). Diante dos protestos antirracistas que se espalham pelo mundo desde o assassinato do norte-americano George Floyd, em Minneapolis, no dia 25 de maio, ela se manifestou nas redes sociais com um comentário racista.
Sem apresentar uma fonte, ela justificou a violência policial ao indicar que a população negra é a que mais comete crimes. “Do your math” (faça as contas, em português) foi o que ela postou no Twitter após citar: “12% negros. 62% dos roubos. 56% dos assassinatos”. Pouco tempo depois, o comentário foi apagado, mas prints seguiram em machetes de sites e jornais.
Floyd foi morto por sufocamento na última semana, após um policial o estrangular com o joelho no pescoço por quase 9 minutos. Desde então, dezenas de protestos acontecem pelo país, mesmo diante da pandemia. Há alguns dias, a onda também se espalhou por outros países, incluindo o Brasil.
Morando nos Estados Unidos há anos, Ana Paula se declara conservadora e de direita. Pela internet, atua fortemente em defesa dos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro (sem partido). No Brasil, ela encabeça movimentos que lutam contra a participação de atletas transsexuais no esporte, apesar da regulamentação que já existe há anos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), sendo adotado também por federações e universidades americanas.



