Nesta segunda-feira (16), a atleta de vôlei de praia Carol Solberg teve vitória fora das areias. Por 5 votos a 4, ela foi absolvida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), após ter recorrido da punição com advertência que recebeu há algumas semanas.
No dia 20 de setembro, ela protestou com um “Fora Bolsonaro” após conquistar o terceiro lugar na primeira etapa do Circuito Brasileiro da temporada. O gesto político provocou repúdio da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), mas também uma série de apoios, como o do Atletas pela Democracia. Com denúncia apresentada no STJD, a 1ª Comissão Disciplinar da entidade condenou Carol em R$ 1 mil, convertido em advertência. A maior pena seria de R$ 100 mil e suspensão de partidas oficiais.
“O meu grito é pelo Pantanal, que arde em chamas em sua maior queimada já registrada e continua a arder sem nenhum plano emergencial do governo. Pela Amazônia que registra recordes de focos de incêndios. Pela política covarde contra os povos indígenas. Por acreditar que tantas mortes poderiam ter sido evitadas durante a atual pandemia se não houvesse descaso de autoridades e falta de respeito à ciência. Por ver um governo com desprezo total pela educação e cultura. Por ver cada dia mais os negros sendo assassinados e sem as mesmas oportunidades. Por termos um presidente que tem coragem de dizer que ‘o racismo é algo raro no Brasil’. São muito absurdos e mentiras que nos acostumamos a ouvir, dia após dia”, disse Carol ainda em setembro.



